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FISGADO PELA IRA (TEXTO E PODCAST)


Se não tem tempo de ler ou não gosta de textão ouça o Podcast do conto:







Há mais de 16 anos atrás, quando eu morava na fazenda e empresa agrícola Braskalb em Barretos-SP a cerca de quatro quilômetros do Rio Pardo na ponte que liga Barretos-SP a Guaira-SP, costumava ir pescar sozinho ou com meu pai e irmãos no rio pardo na margem de Barretos.

Na época da cheia o rio levava suas águas até as laterais do aterro da rodovia Assis Chateaubriand um pouco antes da ponte, depois quando as águas abaixavam, acaba ficando grandes poços com água represada e contendo peixes o que tornava o local interessante para a pesca.

Naquela época fui até lá sozinho neste local que era conhecido como "varjão", eu estava com isca de minhoca que normalmente só serve para pescar lambaris e peixes de pequeno porte, mas ao chegar ao local percebi a presença de um grande peixe Tucunaré, considerado o peixe mais esportivo do Brasil, um dos mais brigadores e como todo aquele que conhece pescaria, sabe que para fisgá-lo precisa-se de uma isca viva com um pequeno peixe normalmente lambari ou isca artificial simulando peixe vivo, porém, eu estava desprovido de ambas e munido apenas com minhas minhocas o que tornava tecnicamente impossível pescá-lo.

Eu resolvi tentar a sorte e como a água estava limpa e translúcida, dava para se ver os peixes claramente, joguei então meu anzol com minhoca em cima do Tucunaré e acertei suas costas e ele apenas deu uma olhadinha e nem sequer reagiu, então retirei o anzol da água e joguei novamente em cima das costas dele, novamente ele apenas deu uma olhadinha, porém começou a se irritar, retirei o anzol e joguei novamente, desta vez ele ficou super irritado e se agitou todo, na quarta vez em que joguei o anzol em cima dele, mesmo sabendo que se tratava de minhoca, só pela irritação e descontrole emocional em que se encontrava ele foi com tudo em cima do anzol com a minhoca e não porque estava interessado em comer a isca que não era das que ele mais gostava, porém muito mais pela irritação em que se encontrava, então ele deu uma bela mordida na isca e assim acabei fisgando-o.

Retirei o peixe da água todo contente de ter vencido a luta contra ele. Nunca fui um pescador muito esportivo, pretendia levar o peixe para casa para comê-lo, porém ao retirá-lo da água como me encontrava numa encosta íngreme no aterro da rodovia, ele acabou se deslizando e caindo de volta na água, por puro descuido meu. No final me conformei, pois acabei fazendo minha primeira pescaria esportiva mesmo sem querer.

Este pequeno episódio aparentemente simples me levou a refletir como é importante termos controle sobre nossas emoções e não deixar que outras pessoas nos controlem e nos manipulem ou nos prejudique exatamente por causa de nossos defeitos morais em especial a ”ira”, pois por causa do descontrole emocional verifiquei que mesmo entre os animais isto pode representar até mesmo a diferença entre a vida e a morte, jamais me esquecerei deste bravo Tucunaré, porém muito nervosinho, e seu nervosismo me levou à vitória contra ele, feito aparentemente impossível de se conseguir nas condições em que me encontrava.

Celso Rodrigo Branicio


FISGADO PELA IRA - Imagem Ilustrativa (Wikipedia)



GOOGLE TRANSLATION

CAUGHT BY ANGER

More than 16 years ago when I lived on the farm and Braskalb agricultural company in Barretos-SP about four kilometers from the Brown River on the bridge that connects Barretos-SP to Guaira-SP, used to go fishing alone or with my father and brothers the Brown River at the edge of Barretos.

At the time of the full river carried its waters to the side of the embankment of Assis Chateaubriand highway just before the bridge, then when let down water ends up large wells dammed water containing fish which made the interesting place for fishing.

At that time I went there alone in this place that was known as "Swamp" I was with worm bait that usually only serves to catch minnows and small fish, but to get to the site I noticed the presence of a large fish peacock bass considered the most gamefish in Brazil, one of the most brigadores and as anyone who knows fishing, knows that to hook you need is a live bait with a small fish usually lambari or artificial bait simulating live fish, but I was lacking both and armed only with my worms which made it technically impossible to catch it.

I decided to try his luck and how the water was clean and translucent, you could see the fish clearly, then threw my hook with worm on top of peacock bass and hit his back and he just gave a look and did not even react, then removed the fishhook water and threw again on his back, he again gave only a glimpse, but began to chafe, I removed the hook and threw it again, this time he was super angry and stirred all, the fourth time I played the hook on him, even though it was worm only by irritation and emotional imbalance it was in he was with everything on the hook with a worm and not because he was interested in eating the bait that was not of it more I liked, but much more the irritation it was in, so he gave a nice bite on the bait and so I ended up hooking it.

I removed the fish from the water all glad to have won the fight against him. I was never a very sport fisherman, intended to take the fish home to eat it, but to remove it from the water as I found myself on a steep slope on the embankment of the highway, he ended up slipping and falling back into the water, by pure carelessness my. At the end I settled for me, because I ended up doing my first sport fishing even unintentionally.

This small seemingly simple episode led me to reflect how it is important to have control over our emotions and not let other people in the control and manipulate or harm us just because of our moral defects in particular the "anger" because because of lack emotional I found that even among the animals that can represent even the difference between life and death, never me forget this brave peacock bass but very jumpy, and his nervousness led me to win against him, seemingly impossible feat to achieve the conditions I found myself.


Celso Rodrigo Branicio






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