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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Eliminates Arena? Veja os memes da queda do Corinthians na Copa do Brasil (Uol Esportes)

A eliminação nos pênaltis (de novo) do Corinthians para o Internacional nesta quarta-feira (19), pela Copa do Brasil, deu munição de sobra para a zoeira dos rivais. Se faltou pontaria para Marquinhos Gabriel, Guilherme Arana e Maycon nas cobranças, não faltaram memes para azucrinar a vida do torcedor corintiano. Até o Ibis, que criou fama com a alcunha de pior time do mundo, entrou na brincadeira e pediu, pelo Twitter, para jogar no que chamou de ''Eliminates Arena''.


Eliminates Arena? Veja os memes da queda do Corinthians na Copa do Brasil  (Uol Esportes)


Eliminates Arena? Veja os memes da queda do Corinthians na Copa do Brasil  (Uol Esportes)


Eliminates Arena? Veja os memes da queda do Corinthians na Copa do Brasil  (Uol Esportes)


Eliminates Arena? Veja os memes da queda do Corinthians na Copa do Brasil  (Uol Esportes)


Eliminates Arena? Veja os memes da queda do Corinthians na Copa do Brasil  (Uol Esportes)


Eliminates Arena? Veja os memes da queda do Corinthians na Copa do Brasil  (Uol Esportes)


Eliminates Arena? Veja os memes da queda do Corinthians na Copa do Brasil  (Uol Esportes)


Eliminates Arena? Veja os memes da queda do Corinthians na Copa do Brasil  (Uol Esportes)


Eliminates Arena? Veja os memes da queda do Corinthians na Copa do Brasil  (Uol Esportes)


Eliminates Arena? Veja os memes da queda do Corinthians na Copa do Brasil  (Uol Esportes)


Eliminates Arena? Veja os memes da queda do Corinthians na Copa do Brasil  (Uol Esportes)


Eliminates Arena? Veja os memes da queda do Corinthians na Copa do Brasil  (Uol Esportes)


Fonte: UOL Esportes



Rivais não perdoam eliminação do São Paulo na Copa do Brasil; veja memes (Lance!)

Tricolor venceu o Cruzeiro por 2 a 1 mas não conseguiu reverter a vantagem dos mineiros. Ausência de títulos da competição nacional foi prato cheio para os rivais


19/04/2017    22:39




























Fonte: Lance!



É melhor fazer exercício físico antes ou depois do café da manhã? (BBC Brasil)

É melhor fazer exercício físico antes ou depois do café da manhã?  (BBC Brasil)

Para a maioria das pessoas, é impossível cumprir a fórmula ideal de tomar café duas horas e meia antes de fazer exercícios


17 abril 2017

Trata-se de um dilema antigo: é melhor tomar café da manhã antes ou depois de fazer exercícios?

Enquanto alguns estudos apontam para os benefícios da alimentação pré-treino para obter melhor rendimento físico, outros sugerem que se exercitar em jejum estimula a perda de peso.

Mas a verdade é que o mundo fitness é baseado em condicionantes, e o que é bom para determinadas pessoas pode ser contraproducente para outras. E também é preciso levar em consideração as variáveis das pesquisas e a representatividade dos grupos de controle observados.




Diante disso, a BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, perguntou a Daniel Escaño, nutricionista especialista em alto rendimento na NutriciónDE: Alto Rendimiento Deportivo, na Espanha, quando é melhor fazer exercício.


As porções do café da manhã antes do treino podem variar dependendo do tipo de exercício e de cada pesssoa

Neste caso, está sendo levada em consideração uma pessoa de índice de massa corporal normal e com uma rotina de atividade física regular, de uma a três vezes por semana.

"É vital e imprescindível ingerir algo antes de se fazer exercícios", afirma Escaño, esclarecendo que o tipo e a quantidade de alimento pode variar dependendo da atividade física que será feita.



"Não há sentido em se submeter a uma situação de estresse partindo de uma base já degradada, uma vez que o indivíduo passou por um longo período de jejum durante as oito horas de sono", explica.

"Quando ele se levanta, precisa ingerir algo para que o organismo possa funcionar corretamente e fazer o trabalho muscular".

Qualidade antes de quantidade

Escaño garante que, ao falar de alimentação, é preciso mencionar dois aspectos: o aporte calórico/gasto de energia e a qualidade dos alimentos ingeridos.

"O corpo precisa de energia suficiente para poder funcionar, da mesma forma que um motor de carro precisa de combustível. Depois é preciso ver qual tipo (de alimento) é o mais recomendado."

"Ou seja, se é melhor gasolina ou diesel ou qual tipo de lubrificantes ou aditivos, que em comparação seriam os nutrientes que administramos no corpo através da alimentação", exemplifica.


Uma recomendação é ingerir algum tipo de alimento enquanto se prepara para a rotina física

Para o especialista espanhol, um treinamento em jejum é mais indicado a atletas de alto rendimento, que "são os que têm capacidades extraordinárias".

"Eles partem do princípio de que têm uma condição física superdesenvolvida e, já próximo ao limite de suas possibilidades, buscam um elemento que os permita melhorar ainda mais", ressalta.

Mas para uma pessoa considerada normal, diz Escaño, o suposto benefício de um treinamento em jejum para reduzir o peso é um conceito contraditório.

"A metodologia mais eficiente para diminuir os níveis de gordura do corpo é uma boa alimentação e, depois, um treino com intervalos de alta intensidade."


Os exercícios com intervalos de alta intensidade são mais recomendados para se perder peso


"Se não há 'gasolina' no músculo, o glicogênio, é muito difícil fazer esse tipo de exercício."

"E se a pessoa fizer exercícios sem comer, acabará não os realizando de maneira adequada, já que não terá energia suficiente. E seus benefícios não serão notados."

Continuidade

Escaño reconhece, no entanto, que se pode fazer exercícios de baixa intensidade e duração média em jejum, para ativar o corpo. Mas insiste que é recomendável consumir algo que ajude a tornar o trabalho mais fácil.

"É importante ter continuidade no exercício, por isso a pessoa tem que se sentir bem no treino. Sem uma alimentação adequada, a atividade será mais difícil do que deveria."

Num cenário ideal, as pessoas deveriam tomar café da manhã cerca de duas horas e meia antes de se submeter a uma rotina de exercícios, mas isso é algo impossível para a maioria.

Por isso, Escaño recomenda a ingestão, cerca de 30 minutos antes da atividade física, de uma pequena porção de alimentos que não sejam difíceis de digerir.


Sem uma boa alimentação, é mais difícil completar a rotina de treino


"Uma fruta como uma banana, ou um laticínio desnatado, opções que não sejam muito gordurosas. Também pode ser uma torrada ou uma barra de cereais", explica.

Após o treino, a pessoa pode ingerir um café da manhã mais completo, com alimentos que ajudem na recuperação do corpo - a ideia é aproveitar o que é conhecido como janela anabólica.

O objetivo final é ter um treino de qualidade.

"O que a maioria das pessoas fisicamente ativas busca é melhorar, estar mais forte, melhorar suas marcas e aguentar mais", comenta.

"Para isso, é preciso estar a 100% e a alimentação é vital para conseguir isso", reforça o especialista.


Fonte: BBC Brasil


Exercícios físicos podem aumentar contagem e qualidade do espermatozoide, diz pesquisa (BBC Brasil)

Exercícios físicos podem aumentar contagem e qualidade do espermatozoide, diz pesquisa  (BBC Brasil)


Prática de exercício moderado foi a que apresentou mais benefícios, diz pesquisa




8 dezembro 2016

Praticar atividade física regularmente traz uma série de benefícios. E, no caso dos homens, fazer pelo menos meia hora de exercício três vezes por semana pode aumentar também a contagem de esperma. É o que mostra um estudo publicado na revista científica britânica Reproduction.

De acordo com a pesquisa, homens que começaram a correr regularmente apresentaram um aumento de espermatozoides saudáveis. O crescimento foi temporário e começou a diminuir dentro de um mês, quando o participantes do experimento pararam de correr na esteira.

Mas, segundo os especialistas, é importante encontrar o equilíbrio certo, uma vez que exercício em excesso também pode prejudicar a produção de esperma. Estudos realizados anteriormente já relacionaram a prática de esportes competitivos, como ciclismo, com a diminuição da qualidade do espermatozoide.


Efeitos positivos

Os 261 homens que participaram da pesquisa eram saudáveis, adotavam um estilo de vida sedentário e não apresentavam problemas de fertilidade - sua contagem de espermatozoides era normal, assim como a qualidade dos mesmos.

Durante o experimento, que levou 24 semanas, eles foram divididos em quatro grupo de estudo:

- Sem exercício

- Três sessões por semana de treinamento de alta intensidade (10 explosões de um minuto de corrida muito rápida com um curto período de recuperação entre cada ataque)

- Três sessões por semana de exercício moderado (30 minutos na esteira)

- Três sessões por semana de exercício intenso (cerca de uma hora na esteira)

Os integrantes dos três grupos que praticaram exercício perderam peso e apresentaram resultados melhores nos testes de esperma do que aqueles que se mantiveram sedentários.

A quantidade e a qualidade do espermatozoide aumentaram com o treinamento, sendo a prática de exercício moderado a que trouxe mais benefícios.


Pesquisadores investigam agora se mudanças induzidas pelo exercício afetam também o potencial do espermatozóide fertilizar o óvulo.


Os pesquisadores acreditam que pelo menos parte do resulado pode ser atribuído à redução do excesso de peso - todos os participantes dos três grupos perderam gordura corporal.

Estudos realizados anteriormente já mostraram que a obesidade pode diminuir a fertilidade masculina. Um terço dos integrantes de cada grupo estava acima do peso.


Aumento da fertilidade?

O que não está claro ainda é se esse estímulo se traduz em aumento da fertilidade. Isso é algo que os pesquisadores pretendem analisar no laboratório, verificando se as mudanças induzidas pelo exercício afetam também o potencial do espermatozoide fertilizar o óvulo.

"Nossos resultados mostram que fazer exercício pode ser uma estratégia simples, barata e eficaz para melhorar a qualidade do esperma de homens sedentários", diz o pesquisador Behzad Hajizadeh Maleki, da Universidade de Úrmia, no Irã, líder do estudo.

"É importante reconhecer, no entanto, que a razão pela qual alguns homens não podem ter filhos não está relacionada apenas a sua contagem de espermatozoides. Problemas de infertilidade masculina podem ser complexos. Mudar de estilo de vida pode não resolver esses casos facilmente", esclarece.






Allan Pacey, professor de Andrologia na Universidade de Sheffield, no Reino Unido, e porta-voz da British Fertility Society, destaca a necessidade de mais estudos sobre o tema :

"Temos muito pouco conhecimento sobre como o exercício físico pode afetar a fertilidade masculina e a qualidade do espermatozóide, mas essa é uma pergunta feita com frequencia pelos homens que desejam aumentar suas chances de ter um filho", diz.

O especialista afirma que é provável que haja um nível ideal de exercício para melhorar a fertilidade masculina, mas lembra que é aconselhável consultar um médico antes de iniciar uma atividade muito intensa.


Dicas

Outras recomendações para aumentar a quantidade e a qualidade do esperma incluem:

- Manter os testículos arejados - evitar roupas íntimas apertadas e banhos quentes
- Evitar infecções sexualmente transmissíveis

- Parar de fumar

- Reduzir o consumo de álcool



Fonte: BBC Brasil



Cientistas dizem ter resolvido mistério do orgasmo feminino (BBC Brasil)

Cientistas dizem ter resolvido mistério do orgasmo feminino  (BBC Brasil)

Pesquisadores investigaram a função do orgasmo em outras espécies



1 agosto 2016

É um mistério que tem intrigado cientistas há séculos: qual o papel do orgasmo feminino?


No homem, o orgasmo está diretamente relacionado à transferência de esperma, mas nas mulheres o orgasmo não só não é necessário para a concepção, como também está muitas vezes ausente da relação sexual.

Por que, então, as mulheres experimentam essa sensação? Um grupo de pesquisadores nos EUA diz ter encontrado uma possível resposta. E o segredo estaria no desenvolvimento de uma função-chave: a ovulação.

Um novo estudo realizado por cientistas da Universidade de Yale e do Hospital Infantil de Cincinnati sugere que o orgasmo feminino é um vestígio de nosso passado evolutivo, quando as fortes descargas de hormônios que acompanham o clímax eram necessárias para a mulher ovular.

"Sugerimos que o homólogo do orgasmo humano é um reflexo que, ancestralmente, induziu a ovulação", diz a conclusão do estudo.


Ovulação espontânea

"Pesquisas anteriores focaram na biologia humana, mas não na evolução de uma determinada característica em espécies diferentes", diz Günter Wagner, professor de Ecologia e Biologia Evolucionária na Universidade de Yale e um dos autores do estudo.

Os cientistas se concentraram no estudo evolutivo e em diferentes espécies de um dos fenômenos que acompanham o orgasmo feminino: a forte liberação de hormônios como prolactina e oxitocina.

"Características homólogas em espécies tendem a ser muito difíceis de rastrear", diz Mihaela Pavlicev, do Hospital Infantil de Cincinnati e coautora do estudo publicado na revista JEZ, Molecular and Developmental Evolution.

"As fortes descargas hormonais caracterizam um dos aspectos do orgasmo feminino e assim seguimos a pista evolutiva dessa característica em diferentes espécies."

Em muitos mamíferos, como gatos ou coelhos, essa descarga hormonal ocorre durante a relação sexual com o macho e é necessária para estimular a liberação de óvulos.

Mas em seres humanos e em outros primatas a ovulação é espontânea e independe da estimulação sexual.

Os pesquisadores observaram que a ovulação induzida apareceu antes da ovulação espontânea, que teria surgido há cerca de 75 milhões de anos.

O orgasmo feminino seria, então, um resquício desse passado ancestral comum, quando uma forte descarga hormonal era necessária para uma função tão vital como a ovulação.


O deslocamento do clitóris

A ocorrência da ovulação espontânea também teria levado a outras mudanças evolutivas, especialmente a realocação do clitóris.

Em espécies com ovulação induzida por atividade sexual, o clitóris fica dentro ou muito perto do canal vaginal.

Já em seres humanos e outras espécies de ovulação espontânea, ele fica mais distante.


Para cientistas americanos, orgasmo seria um vestígio de um passado evolutivo

"Isso explicaria por que a cópula não é necessariamente acompanhada de orgasmo", disse Pavlicev.

A cientista não descarta, no entanto, que a forte descarga hormonal possa estar associada a outras funções.

"Ainda há muito debate sobre se o orgasmo pode cumprir outras funções, como um fortalecimento do vínculo emocional", disse ela. "Então, não podemos excluir (a possibilidade de) que, apesar de ter perdido sua conexão com a reprodução, o orgasmo feminino possa ter outras funções."


"Acréscimo fantástico"

No entanto, alguns pesquisadores preferem outras explicações sobre o orgasmo feminino.

Elisabeth Lloyd, professora de biologia da Universidade de Indiana e autora de O Caso do Orgasmo Feminino: Preconceito na Ciência da Evolução, descreveu no jornal britânico The Guardian o trabalho de Yale como "importante" por sua abordagem original de estudar a evolução das espécies.

Mas Lloyd diz que ainda se sabe muito pouco sobre o orgasmo em outras espécies e garante que, além de descarga hormonal, devem ser levados em conta outros aspectos neurológicos e musculares desse fenômeno.

Em seu livro, a pesquisadora afirma que o orgasmo feminino é simplesmente um remanescente do desenvolvimento embrionário.


Além de resquício do nosso passado, orgasmo poderia ter a função de fortalecer vínculo emocional

"Só na oitava semana (do embrião) se produz uma forte liberação de hormônios masculinos que transforma os órgãos genitais em genitais masculinos", diz Lloyd.

Os homens precisam do orgasmo para transferir o esperma, mas as mulheres, de acordo com a bióloga, também têm tecidos musculares e terminações nervosas para o orgasmo, que ela descreve como um "acréscimo fantástico".

"Além do prazer, parece não ter um objetivo", diz Lloyd, ainda segundo o Guardian. "Mas isso não significa que o orgasmo feminino não seja importante. Ele simplesmente não parece ter uma função evolucionária."



Fonte: BBC Brasil


Os reais motivos pelos quais fazemos sexo (BBC Brasil)


Os reais motivos pelos quais fazemos sexo (BBC Brasil)


A alvorada da reprodução sexual sempre foi um quebra-cabeça para cientistas.


24 agosto 2016

Pássaros, abelhas, chimpanzés, humanos - todos nós fazemos, mas poucos percebem que a reprodução sexual no começo evoluiu em criaturas bem diferentes de nós.

Então quais eram essas criaturas e como tudo começou?

A alvorada da reprodução sexual sempre foi um quebra-cabeça para cientistas. Hoje, 99% das criaturas multicelulares - os grandes organismos que conseguimos ver - se reproduzem sexualmente. Todos possuem seus mecanismos específicos, mas por que esse processo evoluiu é um tema cheio de mistério.

Até para Charles Darwin, o pai da evolução, o sexo era algo confuso. Ele escreveu em 1862: "Não sabemos nem de longe a causa final da sexualidade; por que novos seres devem ser produzidos pela união de dois elementos sexuais. Todo o assunto está cercado de escuridão."




Muitas espécies são totalmente envolvidas no sexo e fazem de tudo para conseguir um parceiro. O bowerbird macho, ou pássaro-pavilhão, constroi ninhos incríveis para impressionar as fêmeas.

A fêmea de um verme ilumina a cauda para impressionar o macho. Até o perfume produzido por uma flor é simplesmente um truque para atrair insetos que irão coletar pólen e fertilizar plantas vizinhas.

Mesmo com toda essa diversidade, todos os organismos que se reproduzem sexualmente seguem a mesma rotina - dois membros da mesma espécie combinam seu DNA para produzir um novo genoma.


Até para Darwin, o 'pai da evolução', sexo era algo confuso


Antes de o sexo evoluir ao que é hoje, a reprodução era feita de forma assexuada, o que, basicamente, é a divisão celular - um organismo se parte no meio e forma dois.

É um mecanismo simples de corta-e-divide, algo que todas as bactérias, a maioria das plantas e até alguns animais fazem.

O mecanismo de reprodução assexuada é muito mais eficiente e menos bagunçado do que a reprodução sexual. Uma espécie assexuada não precisa perder tempo e energia procurando e impressionando um parceiro: seus indivíduos apenas crescem e se dividem em dois. Compare com o complicado e às vezes perigoso processo de atrair um parceiro para reprodução sexual.

O pássaro-pavilhão constroi ninhos incríveis para impressionar as fêmeas

E há outros custos óbvios do sexo. Juntar pedaços de genomas separados requer um processo diferente - um ovo precisa ser fertilizado. Significa que cada genitor transmite apenas metade de seus genes à cria.

Pais assexuados, em contraste, produzem crias que basicamente são suas cópias - o que parece uma abordagem boa para um mundo em que nos dizem que nossos genes egoístas querem garantir sua sobrevivência.

Considerando isso tudo, por que tantas espécies encaram esse longo e tortuoso caminho da reprodução sexual, quando há uma rota mais simples? O sexo precisa oferecer alguma vantagem evolutiva que supere as desvantagens.


Compartilhar recursos

Em 1886, o biólogo evolucionista August Weismann sugeriu a existência de uma vantagem. Argumentou que a reprodução sexual reembaralha os genes para criar "diferenças individuais" sobre as quais a seleção natural atua.

Em linhas gerais, o sexo seria uma oportunidade para dois organismos da mesma espécie compartilharem recursos.

Algumas de suas crias carregarão uma mistura benéfica de genes dos dois pais, o que significa que irão responder melhor a perturbações ambientais que deixariam espécies assexuadas em apuros.

Alguns organismos se dividem ao meio para formar outros dois

O sexo pode até acelerar o ritmo da evolução - uma vantagem óbvia quando as condições ambientais também mudam rapidamente.

Prova definitiva desses benefícios veio de estudos que modificam espécies de reprodução assexuada para se reproduzir sexualmente. Organismos unicelulares primitivos passam bem apenas com reprodução assexuada, mas se o estresse das condições ambientais for alto, podem se tornar espécies sexuais.

Perturbações ambientais podem ser qualquer coisa, de uma pequena mudança no clima a um impacto de meteoro.


Procurando o começo

A origem da reprodução sexual é um mistério há muito tempo porque observamos o mundo como é agora, onde muitos organismos assexuados se desenvolvem bem, e alguns organismos que podem se reproduzir das duas maneiras ainda parecem se inclinar pela reprodução sem sexo.

Alguns destes organismos incluem levedura, caramujo, estrela-do-mar e pulgão.

Mas o método de reprodução que as espécies escolhem depende das circunstâncias do ambiente que as cerca - a maioria se reproduz sexualmente apenas em tempos de estresse e seguem assexuadamente no restante do tempo.

O mundo primitivo, no entanto, era um lugar mais inóspito, com mudanças ambientais muito rápidas. Sob essas circunstâncias, altas taxas de mutação poderiam ter, sob condições determinadas, forçado um organismo assexuado a se tornar sexuado.

Fósseis podem nos dizer mais sobre a origem da reprodução sexual, mas são escassos e difíceis de achar, então é complicado afirmar exatamente o que ocorreu. Chris Adami, da Universidade de Michigan (EUA) olha para esse processo teoricamente.

Adami explica que pode analisar a evolução em termos de informação - as coisas que você precisa saber para sobreviver. Evolução é sobre "preservação e aquisição de informação - quanto mais sabe melhor você é", afirma.


Zebras dando tempo necessário à reprodução


Aprendizado genético

Ou seja, é um processo de "aprendizado": um organismo "aprende" nova informação e transmite essas lições (pelo DNA) para a nova geração para ajudá-la a sobreviver.

O sexo permite que isso ocorra de modo mais eficiente, oferecendo um jeito mais fácil para espécies "lembrarem" de informações úteis - está codificado em seus genes.

Isso ocorre porque o processo envolve a escolha de um parceiro sexual que já atingiu a maturidade sexual fazendo boas escolhas. Sexo significa escolher um bom parceiro e um bom futuro para suas crias.

"Aquisição e manutenção de informação são necessárias para a evolução funcionar - lembrando o velho e imaginando o futuro."

Esse elemento de escolha ajuda a explicar outro quebra-cabeça: por que precisamos de machos? Se apenas metade de suas crias - as filhas - vão de fato procriar, porque a evolução se preocupou com filhos?

A solução de Darwin para o "mistério do macho" foi sugerir que a seleção natural não seja a única pressão evolutiva em ação no sexo. Haveria algo que Darwin chamou de seleção sexual: a preferência de um sexo por certas características em indivíduos do outro sexo.

Estudo publicado em 2015 descobriu que competir para reproduzir é vital para machos, e escolher entre esses machos em competição é vital para fêmeas. Seleção sexual pela existência de dois sexos mantém a população saudável e a protege contra extinção.


Mudanças nos padrões climáticos afetam a evolução das espécies


Também ajuda a manter variação genética positiva numa população. Quando compete com rivais e atrai parceiros na luta pela reprodução, um indivíduo precisa ser bom na maioria das coisas, então a seleção sexual fornece um filtro importante e efetivo para manter e aprimorar a saúde genética da população.

Os achados contribuem para explicar o motivo pelo qual o sexo continua a ser um mecanismo dominante para procriação e dita quem consegue reproduzir seus genes nas gerações seguintes.


Pioneiros no sexo

O sexo é uma força evolutiva poderosa e disseminada, mas quando essa prática evoluiu e quais criaturas foram as primeiras a adotá-la?

A maioria das pessoas racionais aceita a teoria da evolução, segundo a qual humanos se desenvolveram de um ancestral comum que dividimos com macacos, que evoluíram de organismos ainda mais primitivos. Esses pensamentos remontam a 1871, quando Darwin publicou A Origem do Homem e a Seleção Sexual.


A Terra pimitiva era um ambiente muito mais hostil do que hoje


A evolução do sexo como o conhecemos pode remeter a um passado mais distante do que nossos ancestrais primatas. Vai até um peixe primitivo denominado Microbrachius dicki.

"Microbrachius" significa "pequenos braços", mas cientistas descobriram a utilidade dessas estruturas apenas recentemente. Eles possuem pequenas ventosas, e análises dos fosseis mostraram que as fêmeas tinham pequenas estruturas que se associavam a esses braços, como velcro. Os braços, portanto, estavam envolvidos em alguma forma de reprodução sexual.

Não qualquer forma. Esses peixes foram os vertebrados mais antigos que se reproduziam por fertilização interna, como os humanos. Também foram as primeiras espécies a mostrar o que biólogos chamam de dimorfismo sexual: machos e fêmeas são diferentes nesse sentido.

A maioria dos peixes hoje se reproduz lançando ovos e esperma fora do corpo. Pesquisadores não sabem ao certo por que o M. dicki desenvolveu um sistema interno de fertilização, mas o fato é que isso pavimentou o caminho para a forma mais comum de reprodução sexual.

Para entender a origem real da reprodução sexual, no entanto, é preciso voltar ainda mais no tempo.

Sabemos que todos os organismos que se reproduzem sexualmente derivaram de um ancestral comum, então é uma questão de analisar as pistas reunidas em um fóssil para saber quando e onde esse ancestral viveu.


Qual é a história real de pássaros e abelhas?


Em rochas na região ártica do Canadá estão as pistas que cientistas buscam. Essas rochas foram depositadas há 1,2 bilhão de anos e contêm fósseis que nos contam da primeira reprodução sexual.

Um fóssil chamado Bangiomorpha pubescens é um organismo multicelular que se reproduzia sexualmente, a ocorrência mais antiga encontrada em um fóssil. B. pubescens não era um peixe nem um animal. Era um tipo de alga vermelha, marinha - uma alga marinha foi, portanto, o primeiro organismo a fazer sexo.

Evidências de que esses fósseis se reproduziam sexualmente estão na descoberta de que os esporos ou células reprodutivas que os geraram vinham em duas formas - macho e fêmea. Hoje sabemos que algas vermelhas não possuem esperma que nadam. Apostam em correntes para transportar suas células reprodutivas, e vêm fazendo isso nos últimos milhões de anos.

Algas vermelhas são um dos maiores e mais antigos grupos de algas, com cerca de 5 mil a 6 mil espécies de algas marinhas multicelulares, entre elas algumas conhecidas.

São um grupo muito diverso, que permaneceu parecido durante 1,2 bilhão de anos. Essa longevidade significa que podem ser descritos como "fósseis vivos" - são uma lembrança do passado e de nossas origens.

O ambiente hostil e em constante mudança em que o B. pubescens viveu pode ter motivado o sexo a evoluir.

Galen Halverson, da Universidade McGill, no Canadá, explica: "Em relação ao clima, parece que fósseis de Bangiomorpha pubescens apareceram na mesma época em que um equilíbrio de milhões de anos no ambiente chegava ao fim. Houve grandes perturbações nos ciclos de carbono e oxigênio naquele momento, sugerindo mudanças ambientais significativas."

Naquele momento, o sexo foi fundamental para o sucesso e a evolução subsequente de organismos multicelulares.

Esses fósseis, portanto, marcam avanços significativos na evolução da vida.

"As conexões entre reprodução sexual, multicelularidade, oxigenação e o ciclo global do carbono permanecem nebulosas, mas é difícil não supor que esses eventos estejam intimamente ligados", afirma Halverson.

Estudar essas rochas para entender o tipo de ambiente que permitiu a evolução do sexo e, por consequência, a origem da multicelularidade em nosso planeta ajuda a entender nosso passado e de onde viemos, mas também o potencial de evolução da vida em outros planetas.

É estranho imaginar que algas tenham sido o "motor" dessa "revolução" sexual, mas tais desenvolvimentos evolutivos, há 1,2 bilhão de anos, pavimentaram de fato o caminho para a vida na Terra como a conhecemos.





Fonte: BBC Brasil




O DESAFIO DA BALEIA AZUL - O JOGO QUE MATA (ALERTA AOS PAIS)




Pe. Chrystian Shankar adicionou um novo vídeo: RITUAL DA BALEIA AZUL


ALERTA AOS PAIS E ADOLESCENTES!
Assista todo o vídeo e ajude a divulgar...

Enquanto os pais forem ESPECTADORES dos filhos e não EDUCADORES, coisas desse tipo acharão cada vez mais espaço dentro de nossas casas...
Cuidado! Seus filhos correm perigo...



O DESAFIO DA BALEIA AZUL - O JOGO QUE MATA (ALERTA AOS PAIS)


Fonte: Página no Facebook do Pe. Chrystian Shankar

https://www.facebook.com/padrechrystianshankar/videos/1293808367363344/




POSTAGEM DE DESTAQUE

UnBHoje - 6 a 12 de novembro de 2020 (Universidade de Brasília)

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