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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Governo Temer: quem não tem teto não tem chão (Vejapontocom)




Publicado em 10 de out de 2016


O colunista Reinaldo Azevedo comenta a votação da Emenda Constitucional que estabelece limites para o gasto público e também analisa as recentes pesquisas para o segundo turno das eleições no Rio de Janeiro e em Porto Alegre


Categoria
Entretenimento

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Fonte: Vídeo da TV Vejapontocom no Youtube - Canal do vejapontocom

https://youtu.be/rtKcC8hg-gM



Churrascaria do Temer! (Coluna Grita Brasil do Opinião e Notícia)

GRITA BRASIL

Em um país acostumado a acordos de cavalheiros, dificilmente vamos ver um corte profundo na própria carne do governo

Claudio Schamis 13 out, 2016

Churrascaria do Temer! (Coluna Grita Brasil do Opinião e Notícia)

A coluna Grita Brasil é publicada às quintas 


Na nova churrascaria de Brasília, o corte na carne é ainda um item de discórdia. Uns querem cortar, outros preferem escolher o que cortar, e enquanto empacam na discussão do que cortar, a luz do fim do túnel permanece sem luz. 

Na doce ilusão de que as receitas geradas pela tal da repatriação de valores enviados ilegalmente para o exterior, e que poderão ser legalizados mediante uma pequena multa, seriam a salvação da lavoura e do país — ledo engano — e que acabou fomentando uma briga entre estados e União que querem essa grana para se salvarem, ou para pelo menos poderem respirar melhor, o governo parece estático e mais uma vez acomodado. 

Acomodado sim, porque se fosse um governo de homens de verdade e um governo objetivo, eles iriam no foco do problema e cortariam a própria carne. 

A coisa é tão doida que é difícil explicar. Eles sabem que gastam mais do que arrecadam e mesmo assim preferem arrumar soluções mirabolantes ao invés de ir no olho do furacão. 

Mas num país acostumado a acordos de cavalheiros, dificilmente vamos ver um corte profundo na própria carne do governo. Como cortar cargos se esses cargos foram dados em alguma contrapartida para que alguma coisa seja aprovada ou simplesmente para se ter o apoio necessário para a hora certa? 

Todos que aplaudiram o impeachment de Dilma talvez tenham achado que o Temer seria A SOLUÇÃO. Eu tinha e tenho minhas dúvidas. 

Enquanto o governo não mudar a mentalidade, pode entrar quem for. A coisa não vai andar se a cabeça não mudar. Não basta se super-herói, tem que ter poder de verdade. 

Sei que não é uma questão fácil. Mas também não é uma questão insolúvel. Basta um pouco de coragem. 

Onde estão os cortes de cargos comissionados e de ministérios? E as dezenas de benefícios que os políticos têm? Por que não olhar para isso também? 

Me lembro inclusive do deputado estadual Abelardo Camarinha (PSB), que teve seu mandato cassado em São Paulo no começo de 2016, em uma entrevista dizendo: “Eu desafio qualquer um aqui que sobreviva com um salário de R$ 12 mil reais (à época). O deputado não tem um padrão de vida de um cidadão comum…. Ele é padrinho de casamento, blá, blá”. 

O dever de casa está aí para quem quiser fazer. Basta somente achar alguém com coragem. 

Àquela máxima cantada na música de Adoniran Barbosa, “Saudosa Maloca”, onde em um dos trechos temos “Deus dá o frio conforme o cobertor”, não funciona no nosso caso. 

Outra coisa “engraçada” é como é colocada a coisa: “Governo pode ter que fazer cortes para cumprir déficit de 2016”. Como se fosse a pior coisa do mundo. O sacrifício tinha que começar no governo. E não imputar o sacrifício para quem já é sacrificado todos os dias com a falta de remédios, hospitais, escolas, professores, transporte digno, saneamento, impostos e mais impostos. Que sacrifícios nós pobres mortais ainda temos que fazer? 

Temo que não dê tempo de Temer fazer alguma coisa que faça o país começar a andar para frente. Temo que quando o governo Temer realmente cair na real de verdade seja tarde demais e tenhamos que contar com a sorte do próximo presidente ser um super-herói com poderes realmente verdadeiros. 

Temer, vamos trabalhar? Vamos agir? Vamos parar de ficar só olhando pro teto? Vamos governar para o povo? 

Salve as baleias. Não fume em ambientes fechados. Não jogue lixo no chão.





Bob Dylan ganha Nobel de Literatura (Opinião e Notícia)

PRÊMIO NOBEL 2016


Pela primeira vez na história, a Academia Sueca anuncia um cantor e compositor como ganhador do Nobel. Decisão é considerada uma surpresa

13 out, 2016

O compositor receberá 8 milhões de coroas suecas, o equivalente a R$ 2,9 milhões (Foto: Wikipedia)
O compositor receberá 8 milhões de coroas suecas, o equivalente a R$ 2,9 milhões 
(Foto: Wikipedia) 


O cantor e compositor Bob Dylan foi anunciado nesta quinta-feira, 13, como o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 2016. O prêmio foi entregue a Dylan por “ter criado novas expressões poéticas dentro da tradicional música americana”. É a primeira vez que a Academia Sueca elege um compositor musical na história do prêmio Nobel.

Em seus 54 anos de carreira, o artista americano gravou 37 álbuns, sendo o último, “Fallen angels”, em maio deste ano. Durante esse período, lançou diversos livros, como o livro de poesias experimentais “Tarântula” (sua primeira obra literária, de 1971) e a primeira parte (e até agora única) de sua autobiografia “Crônicas – Vol. 1” (livro mais vendido em 2004). Desde 1993, quando a escritora Toni Morrison venceu o Nobel, um americano não recebia o prêmio.

“Ele é um grande poeta na tradição inglesa, ele incorpora a tradição e por 54 anos ele vem se reinventando, criando novas identidades”, disse a secretária permanente da Academia Sueca, Sara Danius, logo após o anúncio. Ela ainda destacou o álbum “Blonde on Blonde”, de 1996, como “exemplo extraordinário de sua maneira brilhante de rimar, juntando refrões, e de sua maneira brilhante de pensar”.

Apesar de constantemente ser apontado como um possível nome para ganhar o prêmio, Dylan não costumava aparecer como um dos favoritos das casas de apostas e neste ano não foi diferente. O candidato mais cotado para receber o prêmio era o japonês Haruki Murakami.

Danius admitiu após o anúncio que a escolha do músico parece surpreendente, mas defendeu-a citando os poetas gregos Homero e Safo. “Eles escreveram textos poéticos que foram feitos para a performance, e o mesmo acontece com Bob Dylan. Nós ainda lemos Homero e Safo, e gostamos”.

Com o prêmio, o compositor receberá 8 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 2,9 milhões). Além deste Nobel, Dylan já ganhou outros vários prêmios, como onze Grammys, um Oscar e um Globo de Ouro.


Fontes:




Opinião Minha:


Existem muitos escritores de altíssimo nível no mundo que ainda não foram premiados, inclusive brasileiros, olhando por este ângulo esta premiação parece ter sido injusta, mas dentre os compositores musicais, certamente Bob Dylan é o melhor entre eles e neste sentido sua premiação vem valorizar e reconhecer o grande trabalho dos compositores musicais do mundo, neste sentido foi uma premiação justa e que vai ajudar a melhorar a qualidade das letras musicais que passam assim a ter um reconhecimento maior como obras literárias.

Celso Rodrigo Branicio



Biografia de Bob Dylan (Letras.com.br) Prêmio Nobel de Literatura 2016

Robert Allen Zimmerman, mais conhecido como Bob Dylan, (Duluth, 24 de maio de 1941) é um cantor e compositor norte-americano.

Nascido no estado de Minnesota, neto de imigrantes judeus-russos, aos dez anos de idade Dylan escreveu seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho. Começou cantando em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly, mas quando foi para a Universidade de Mineapolis em 1959, voltou-se para a folk music, impressionado com a obra musical do lendário cantador folk Woody Guthrie, a quem foi visitar em New York em 1961.

Carreira
Um Início de Protestos
Dylan já lançou mais de 45 álbuns desde 1962, quando lançou seu primeiro disco, "Bob Dylan?, dedicado ao folk tradicional. Seu segundo álbum, ?The Freewhellin' Bob Dylan?(1963), contendo apenas canções de sua autoria, consagrou o músico com o hit "Blowin' In The Wind", que se tornou um hino do movimento dos direitos civis. Além desta, canções como "A hards-rain a gonna-fall", "Masters Of War", entre outras, tornaram-se clássicas como músicas de "protesto", embora Dylan mais tarde recusasse o rótulo de "cantor de protesto". Estas músicas, que entre outras compostas por ele, abordavam temas sociais e políticos numa linguagem poética, o tornaram um fenômeno entre os jovens artistas folk da época, levando-o ao estrelato folk, principalmente após sua participação no Newport Folk Festival de 1963, onde foi promovido pela "rainha" folk da época, a cantora Joan Baez. O sucesso do álbum "The Times They Are-A-Changing" (1964) apenas consolidou esta posição.

Mas logo Dylan mudou de rumos artísticos, afastando-se do movimento folk de protesto e voltando-se para canções mais pessoais, instrospectivas, ligadas a uma visão muito particular de mundo. As questões sócio-políticas de seu tempo: racismo, guerra fria, guerra do Vietnã, injustiça social, cedem espaço para a temática das desilusões amorosas, amores perdidos, vagabundos errantes, liberdade pessoal, viagens oníricas e surrealistas, embaladas pela influência da poesia beat. Esta transição se dá entre 1964 e 1966, quando Dylan eletrifica a sua música, passa a tocar com uma banda de blues-rock como apoio e choca a platéia folk, com sua aproximação ao rock. Na época, muitos ignoravam que Dylan já havia tocado rock n'roll na adolescência e apreciava artistas country como Johnny Cash, que já trabalhavam com instrumentos elétricos desde os anos 50. O sucesso dos Beatles e demais roqueiros britânicos na releitura do rock americano também chamaram-lhe a atenção. Em compensação, foi aclamado pela crítica, ampliou o seu público (mesmo sendo chamado de "traidor" por fãs do Dylan cantador folk), tornando-se cada vez mais influente entre artistas contemporãneos (John Lennon que o diga) e lançando os mais apreciados discos de sua carreira, com uma série de canções clássicas de seu repertório: "Maggie's Farm", "Subterranean Homesick Blues", "Gates of Eden", "It's Alright Ma (I'm Only Bleeding)", "Mr. Tambourine Man", "Ballad Of A Thin Man", "Like a Roling Stone", "Just Like a Woman", entre outras, lançadas em seus álbuns mais inspirados: "Bringing It All Back Home" e "Highway 61 Revisited" de 1965 e o duplo "Blonde on Blonde", de 1966.

Transição
Em maio de 1966, após uma tumultuada turnê pela Inglaterra, devido ao formato rock dos shows, Dylan sofreu um grave acidente de moto que o afastou dos palcos e gravações até 1968. Em seu retorno, surpreendeu o público e a crítica com o álbum "John Wesling Hardin", fortemente influenciado pelo country, tendência que acentuou-se no trabalho seguinte, "Nashville Skyline", que trouxe o clássico "Lay Lady Lay" para as paradas. Limitando-se a apresentações esporádicas, das quais a mais importante foi sua participação no Festival da Ilha de Wight em agosto de 1969, além de sua participação no Concerto para Bangladesh, organizado por George Harrison em 1971, Dylan só voltaria a realizar turnês em 1974.

Anos 70
O que produziu no início dos anos 70 não foi bem recebido pela crítica, considerado muito abaixo de seus melhores momentos. Apenas algumas canções destacam-se: "If Not For You" (1970), "Knockin' on Heaven's Door" (1973), "Forever Young" (1974). Mas ao voltar as turnês, acompanhado pelo grupo The Band, retorna a evidência e ao sucesso, principalmente pelo elogiado duplo ao vivo "Before the Flood" (1974). Na retomada da carreira de forma mais ativa, Dylan produz "Blood On Tracks" (1975) e "Desire" (1976), seus melhores discos nos anos 70, aclamados pela crítica. Deste último, a canção "Hurricane", baseado na história de Rubin Carter, um boxeador negro preso injustamente, foi um sucesso espetacular, ao mesmo tempo que a turnê Roling Thunder Revue (75/76) era aclamada por crítica e público.

Conversão
Após seu divórcio em 1977, da esposa Sara Lownes, com quem era casado desde 1965, Dylan viveu uma grande crise pessoal, que refletiu-se em seu trabalho artístico. Depois de uma turnê mundial em 1978, em parte registrada no duplo ao vivo "At Budokan" (gravado no Japão), ele voltou-se para a música gospel, após converter-se ao cristianismo e filiar-se a uma igreja. Foi o período mais controverso e polêmico de sua carreira, principalmente por Dylan afastar-se de seu repertório clássico e investir em canções com temática cristã. Nesta nova fase, surprendeu seus antigos fãs e se apróximou de músicos do segmento cristão, como Larry Norman, Chuck Girard[2] e Keith Green, em cujo álbum "So You Wanna Go Back to Egypt" chega a gravar uma participação com sua harmônica.

Mais importante do que isso, motivado por sua nova espiritualidade, Dylan gravou três álbuns: "Slow Train Coming" (1979) considerado o mais inspirado dos três, deu a Dylan um Grammy de melhor vocal masculino, pela canção "Gotta Serve Somebody". O segundo álbum, "Saved" (1980), teve uma recepção menos entusiasmada, embora na opinião de Kurt Loder da Rolling Stone este álbum fosse superior ao primeiro. "Shot of Love" (1981) encerra a fase cristã de Dylan.

A despeito da intolerância das críticas à época do seu lançamento, em 2003, o conteúdo das músicas de "Gotta Serve Somebody" foi depurado, revisitado e redimido por nomes como Shirley Caesar, Helen Baylor, Chicago Mass Choir e outros representantes da música afro-americana, em "The Gospel Songs of Bob Dylan", um CD que se desdobrou em indicação para o Grammy e em documentário (2006) sobre esta fase. O jornal International Herald Tribune declarava que a interpretação afro-americana levava a música de Dylan a um outro patamar.

Anos 80
Com "Infidels", de 1983, Dylan afasta-se da fé cristã, volta-se inesperadamente para as suas raízes judaicas e parece reencontrar certo equilíbrio artístico. Bem recebido pela crítica, é considerado seu melhor álbum desde Desire. As apresentações ao vivo, em que volta a interpretar suas canções clássicas, marcam uma reconciliação com seu público. Em 1985 participa do especial We are the world com outros 40 grandes nomes da música estadunidense -entre eles Michael Jackson, Tina Turner, Ray Charles, Stevie Wonder - pela campanha contra a fome na África.

Dylan continua a gravar regularmente, buscando uma sonoridade "made anos 80" ao mesmo tempo em que tenta preservar seu estilo. "Down In The Grovy", álbum de 1988, passou despercebido, contém várias covers, mas equivale a uma declaração de princípios, com canções de folk-rock, gospel, rock, que demarcam os gostos artísticos preferenciais do artista. Depois de uma turnê com a lendária banda californiana Grateful Dead, ele lança o álbum "Oh Mercy" (1989), elogiado pela qualidade inesperada das canções e volta às paradas com o super-grupo Traveling Wilburys, formado com os amigos George Harrison, Tom Petty, além de Jeff Lynne e Roy Orbison.

Anos 90
No início dos anos 90, Bob Dylan parece dar uma "parada" na carreira. Para comemorar e fazer um balanço de seus 30 anos de trajetória, ele volta a gravar folk tradicional, acústico, sem importar-se com o pouco apelo comercial deste gênero nos dias atuais. Em 1992 é realizado um show-tributo em grande estilo, com a participação de vários nomes do rock, country e do soul cantando suas músicas: Eric Clapton, Stevie Wonder, Neil Young, Willie Nelson, Lou Reed, Eddie Vedder entre outros.

Depois do acústico produzido para a MTV em 1994, Dylan só voltaria com um CD de inéditas em 1997 (Ano que vários outros famosos voltaram a ativa com sucesso, entre eles os Bee Gees. O álbum "Time Out Of Mind" ganharia vários prêmios Grammy e foi considerado por muitos uma nova ressurreição artística, confirmada pela qualidade de "Love and Theft" (2001). Neste mesmo ano a revista Rolling Stone publicou uma lista com as 500 melhores músicas da história e em primeiro lugar ficou Like a Rolling Stone, de Bob Dylan. Atualmente registra-se um novo interesse pela vida e obra de Dylan, com o lançamento oficial de várias gravações piratas, além do lançamento do documentário "No Direction Home", de Martin Scorsese, que flagra os anos iniciais de sua carreira (1961-1966) e, mais recentemente, com "Modern Times", seu novo álbum lançado em 2006, com o qual, pela quarta vez na carreira, Dylan conquistou a liderança do ranking dos mais vendidos dos Estados Unidos, vendendo 192.000 cópias na primeira semana. A última vez que Dylan tinha alcançado a liderança nos Estados Unidos, foi com o álbum "Desire", de 1976, que ficou 5 semanas no topo das paradas. Antes disso, alcançou o primeiro lugar com o clássico disco "Blood On The Tracks", em 1975, e com "Planet Waves", no ano anterior.

Pintor
Bob Dylan também pinta e desenha tendo lançado um livro de desenhos "Drawn Blank" em 1994.

Fez a sua primeira exposição denominada "The Drawn Blank Series" no Museu Kunstsammlungen em Chemnitz (Alemanha) (onde há obras de Munch e Picasso) entre Outubro de 2007 e 3 de Fevereiro de 2008 com 175 aquarelas e guaches.

Escritor
Dylan escreveu o livro Tarântula em 1966, mas só foi publicado em 1971. Foi publicado em Portugal em 2007.

Biografia de Bob Dylan (Letras.com.br) Prêmio Nobel de Literatura 2016

Leia mais em: LETRAS.com.br








E-Book - Livro de Bob Dylan TARÂNTULA





Bob Dylan - Tarântula - informações técnicas sobre o livro e seu registro


Fonte: E-book no Google Books



Bob Dylan - O inigualável trovador solitário

Texto sobre os 70 anos de Bob Dylan, publicado na edição 125 da Continente, em maio de 2011.                                                              




Fonte: E-Book no ISSUU




Bob Dylan Hurricane (Lyrics) Tradução em Português



Hurricane
Bob Dylan
Álbum: Hurricane
Compositor:Jacques Levy, Bob Dylan


Furacão

Tiros de pistola ouvidos no bar

Patty Valentine entra pelo corredor de cima

Ela ve o garçom em uma poça de sangue

Grita, 'Meu Deus, eles mataram todos eles! '

Aqui vem a história do Furacão

O homem que a policia veio culpar

Por algo que ele não fez

Colocado em uma cela, mas um dia poderia ter sido

O campeão do mundo


Três corpos deitados, Patty vê

E outro homem chamado Bello, se movendo misteriosamente

'Não fui eu, ' ele diz, e levanta as mãos

'Eu só estava roubando o caixa, espero que você entenda

Eu os vi saindo, ' ele diz e para

'Acho melhor um de nós chamar a policia. '

E então Patty chama a policia

E eles chegam no local com suas luzes vermelhas piscando

Na noite quente de New Jersey


Enquanto isso, em outra parte da cidade

Rubin Carter e alguns amigos estão dirigindo

Primeiro concorrente para a coroa de peso-médio

Não tinha idéia da merda que estava pra acontecer

Quando um policial o parou na estrada

Igual a outra vez, e antes disso

Em Paterson, é assim que as coisas são

Se você é negro, é melhor nem aparecer na rua

A não ser que queira chamar atenção


Alfred Bello tinha um parceiro

e ele tinha informações pra policia

Ele e Arthur Dexter Bradley estavam xeretando

Ele disse, 'Eu vi dois homens correndo

eles pareciam pesos-médios

Eles entraram num carro branco com placa de outra cidade'

E a senhorita Patty Valentine concordava com a cabeça

O policiail disse, 'Esperem, meninos, esse não está morto'

E eles os levaram para a enfermaria

E apesar do homem mal conseguir ver

Eles disseram que ele poderia identificar os culpados


Quatro da manhã e eles entram com Rubin

Eles estão nos hospital e o levam la pra cima

O homem machucado olha atraves de seu unico olho

Diz, 'Pq vocês o trouxeram aqui? Ele não é o cara! '

Sim, aqui está a historia do Furação

O homem que a policia veio culpar

Por algo que ele não fez

Colocado em uma cela, mas um dia poderia ter sido

O campeão do mundo


Quatro meses depois, os guetos estão em chamas

Rubin está na América do Sul, lutando por seu nome

Enquanto Arthur Dexter Bradley ainda está no jogo de roubar

E os policiais estão o pressionando

procurando por alguem pra culpar

'Lembra daquele assassinato que aconteceu no bar? '

'Lembra que você disse que viu o carro fugir? '

'Você acha que gostaria de jogar com a lei? '

'Você acha que pode ter sido um lutador

que você viu correndo aquela noite? '

'Não se esqueça que você é branco. '


Arthur Dexter Bradley disse, 'Eu não tenho certeza. '

A policia disse, 'Um garoto pobre como você

precisa de um descanso

Nós vamos o culpar pelo trabalho no motel

e estamos falando com seu amigo Bello

Se você nao quer voltar pra prisão, seja um bom menino

Você estará fazendo um favor a sociedade

Aquele filho da puta é valente e está ficando mais valente

Nós queremos pega-lo

Queremos o culpar pelo triplo assassinato

Ele não é nenhum cavalheiro. '


Rubin pode derrubar um homem com um soco só

Mas ele nunca gostou de falar sobre isso

É meu trabalho, ele dizia, e eu faço por dinheiro

E quando acaba, eu saio fora

Pra algum paraiso

Onde as trutas nadam e o ar é bom

E ando de cavalo por um trilho

Mas então o levaram para a cadeia

Onde tentam transformar um homem em um rato


O destino de Rubin já estava marcado há muito tempo

O julgamento foi um circo, ele nunca teve chance

O juiz fez as testemunhas de Rubin

parecerem bebadas da favela

Para os brancos que assistiram

ele era um mendigo revolucionario

E para os negros, ele era só um preto louco

Ninguem duvidou que ele puxou o gatilho

E apesar de não terem achado a arma

O promotor disse que foi ele que atirou

E o juri de brancos concordou


Rubin Carter foi falsamente julgado

O crime era assassinato 'um', adivinha quem testemunhou?

Bello e Bradley mentiram descaradamente

E os jornais, seguiram a onda

Como pode a vida de um homem assim

Estar nas mãos de um tolo?

O vendo incriminado

Não pude evitar sentir vergonha de viver em uma terra

Onde a justiça é um jogo


Agora todos os criminosos de terno e gravata

Estão livres pra beber martinis e ver o sol nascer

Enquanto Rubin senta como Buda em uma cela minuscula

Um homem inocente no inferno

Essa é a historia do Hurricane

Mas não vai acabar até que limpem seu nome

E devolvam o tempo perdido

Colocado em uma cela, mas um dia poderia ter sido

O campeão do mundo



Hurricane


Pistol shots ring out in the ballroom night

Enter Patty Valentine from the upper hall

She sees the bartender in a pool of blood

Cries out, "My God, they've killed them all! "

Here comes the story of the Hurricane

The man the authorities came to blame

For somethin' that he never done

Put in a prison cell, but one time he could-a been

The champion of the world


Three bodies lyin' there does Patty see

And another man named Bello, movin' around mysteriously

"I didn't do it, " he says, and he throws up his hands

"I was only robbin' the register, I hope you understand

I saw them leavin', " he says, and he stops

"One of us had better call up the cops. "

And so Patty calls the cops

And they arrive on the scene with their red lights flashin'

In the hot New Jersey night


Meanwhile, far away in another part of town

Rubin Carter and a couple of friends are drivin' around

Number one contender for the middleweight crown

Had no idea what kinda shit was about to go down

When a cop pulled him over to the side of the road

Just like the time before and the time before that

In Paterson that's just the way things go

If you're black you might as well not show up on the street

'Less you wanna draw the heat


Alfred Bello had a partner

and he had a rap for the cops

Him and Arthur Dexter Bradley were just out prowlin' around

He said, "I saw two men runnin' out

they looked likemiddleweights

They jumped into a white car with out-of-state plates. "

And Miss Patty Valentine just nodded her head

Cop said, "Wait a minute, boys, this one's not dead"

So they took him to the infirmary

And though this man could hardly see

They told him that he could identify the guilty men


Four in the mornin' and they haul Rubin in

Take him to the hospital and they bring him upstairs

The wounded man looks up through his one dyin' eye

Says, "Wha'd you bring him in here for? He ain't the guy! "

Yes, here's the story of the Hurricane

The man the authorities came to blame

For somethin' that he never done

Put in a prison cell, but one time he could-a been

The champion of the world


Four months later, the ghettos are in flame

Rubin's in South America, fightin' for his name

While Arthur Dexter Bradley's still in the robbery game

And the cops are puttin' the screws to him

lookin' for somebody to blame

"Remember that murder that happened in a bar? "

"Remember you said you saw the getaway car? "

"You think you'd like to play ball with the law? "

"Think it might-a been that fighter

that you saw runnin' that night? "

"Don't forget that you are white. "


Arthur Dexter Bradley said, "I'm really not sure. "

Cops said, "A poor boy like you could use a break

We got you for the motel job

and we're talkin' to your friend Bello

Now you don't wanta have to go back to jail

be a nice fellow

You'll be doin' society a favor

That sonofabitch is brave and gettin' braver

We want to put his ass in stir

We want to pin this triple murder on him

He ain't no Gentleman Jim. "


Rubin could take a man out with just one punch

But he never did like to talk about it all that much

It's my work, he'd say, and I do it for pay

And when it's over I'd just as soon go on my way

Up to some paradise

Where the trout streams flow and the air is nice

And ride a horse along a trail

But then they took him to the jail house

Where they try to turn a man into a mouse


All of Rubin's cards were marked in advance

The trial was a pig-circus, he never had a chance

The judge made Rubin's witnesses

drunkards from the slums

To the white folks who watched

he was a revolutionary bum

And to the black folks he was just a crazy nigger

No one doubted that he pulled the trigger

And though they could not produce the gun

The D. A. said he was the one who did the deed

And the all-white jury agreed


Rubin Carter was falsely tried

The crime was murder "one, " guess who testified?

Bello and Bradley and they both baldly lied

And the newspapers, they all went along for the ride

How can the life of such a man

Be in the palm of some fool's hand?

To see him obviously framed

Couldn't help but make me feel ashamed to live in a land

Where justice is a game


Now all the criminals in their coats and their ties

Are free to drink martinis and watch the sun rise

While Rubin sits like Buddha in a ten-foot cell

An innocent man in a living hell

That's the story of the Hurricane

But it won't be over till they clear his name

And give him back the time he's done

Put in a prison cell, but one time he could-a been

The champion of the world



Fonte da Letra e Tradução: VAGALUME

https://www.vagalume.com.br/bob-dylan/hurricane-traducao.html




DADOS DO VÍDEO:

Publicado em 20 de fev de 2014

Bob dylan, hurricane carter



Bob Dylan Hurricane (Lyrics) Tradução em Português


Fonte: Vídeo no Youtube - Canal do guitriff33

https://youtu.be/1FOlV1EYxmg





Bob Dylan - Like a Rolling Stone - Como uma Perdida (Tradução em Legenda)



Like a Rolling Stone
Bob Dylan
Álbum: Like a Rolling Stone
Compositor:Bob Dylan



Como uma Perdida

Houve uma época que você se vestia tão bem

Você atirava centavos pros mendigos no seu auge, não é?

Pessoas anunciavam, diziam

"Tome cuidado, boneca, você está destinada a cair"

Você pensava que estavam todos brincando com você

Você costumava rir disso

Todo mundo que estava desperdiçando tempo

Agora você não fala tão alto

Agora você não parece tão arrogante

A respeito de ter de pedir sua próxima refeição


Qual a sensação

Qual a sensação

De ficar sem um lar?

Como uma completa desconhecida

Como uma perdida na vida?


Você freqüentou os melhores colégios, não, Srta. Solitária

Mas você sabe que só costumava ser espremida neles

E ninguém jamais te ensinou como viver na rua

E agora você descobre que vai ter de se acostumar a isso

Você disse que nunca se comprometeria

Com a jornada de trabalho, mas agora você percebe que

Ele não está negociando nenhum pretexto

Enquanto você olha dentro do vazio dos olhos dele

E pergunta-lhe: "você quer fazer um acordo? "


Qual a sensação

Qual a sensação

De estar por sua própria conta

Sem nenhum rumo para casa?

Como uma completa desconhecida

Como uma perdida na vida?


Você nunca se voltou

para ver o olhar carrancudo dos malabaristas e palhaços

Quando eles faziam truques para você

Você nunca compreendeu que isso é inútil

Você não devia permitir que outras pessoas

levassem seus chutes no seu lugar

Você costumava andar no cavalo cromado

com seu diplomata

Que carregava em seus ombros um gato siamês

Não é duro quando você descobre que

Ele realmente não estava onde está

Após ele tirar de você tudo que podia roubar?


Qual a sensação

Qual a sensação

De estar por sua própria conta

Sem nenhum rumo para casa?

Como uma completa desconhecida

Como uma perdida na vida?


Princesa na torre e todas as lindas pessoas

Estão bebendo, pensando que já têm a vida ganha

Trocando todos os tipos de presentes e coisas valiosas

Mas seria melhor que você levantasse seu anel de diamante

Seria melhor você penhorá-lo, babe

Você costumava ficar tão entretida [por]

Aquele Napoleão vestido em trapos

e a linguagem que ele usava

Vá para ele agora, ele te chama, você não pode recusar

Quando você não tem nada, você não tem nada a perder

Você está invisível agora

você não tem segredos para esconder


Qual a sensação

Qual a sensação

De estar por sua própria conta

Sem nenhum rumo para casa?

Como uma completa desconhecida

Como uma perdida na vida?



Like A Rolling Stone

Once upon a time you dressed so fine

You threw the bums a dime in your prime, didn't you?

People'd call, say

"Beware doll, you're bound to fall"

You thought they were all kiddin' you

You used to laugh about

Everybody that was hangin' out

Now you don't talk so loud

Now you don't seem so proud

About having to be scrounging for your next meal


How does it feel

How does it feel

To be without a home

Like a complete unknown

Like a rolling stone?


You've gone to the finest school all right, Miss Lonely

But you know you only used to get juiced in it

And nobody has ever taught you how to live on the street

And now you find out you're gonna have to get used to it

You said you'd never compromise

With the mystery tramp, but now you realize

He's not selling any alibis

As you stare into the vacuum of his eyes

And ask him do you want to make a deal?


How does it feel

How does it feel

To be on your own

With no direction home

Like a complete unknown

Like a rolling stone?


You never turned around

to see the frowns on the jugglers and the clowns

When they all did tricks for you

You never understood that it ain't no good

You shouldn't let other people

get your kicks for you

You used to ride on the chrome horse

with your diplomat

Who carried on his shoulder a Siamese cat

Ain't it hard when you discover that

He really wasn't where it's at

After he took from you everything he could steal


How does it feel

How does it feel

To be on your own

With no direction home

Like a complete unknown

Like a rolling stone?


Princess on the steeple and all the pretty people

They're drinkin', thinkin' that they got it made

Exchanging all kinds of precious gifts and things

But you'd better lift your diamond ring

you'd better pawn it babe

You used to be so amused

At Napoleon in rags

and the language that he used

Go to him now, he calls you, you can't refuse

When you got nothing, you got nothing to lose

You're invisible now

you got no secrets to conceal


How does it feel

How does it feel

To be on your own

With no direction home

Like a complete unknown

Like a rolling stone?



Fonte da Letra e Tradução: VAGALUME





DADOS DO VÍDEO:
Publicado em 24 de dez de 2014

Considerada por muitos a melhor música já feita, do cantor e compositor Bob Dylan, a música é perfeita combinação de diversos elementos musicais. Ele baseou a música em uma história que ele mesmo escreveu sobre uma debutante que tinha tudo e ficou sem nada, mas esse nada, a libertou. Apesar do nome a música não faz nenhuma referência a banda Rolling Stones,como alguns pensam, esta é apenas uma expressão que diz que "Pedra que rola não cria musgo", depois de pensar muito decidir seguir a tradução "Como uma perdida", "perdida na vida", "sem rumo". Eu sempre primo pela qualidade das musicas, mas fiquei de mãos atadas com o Bob, pois a gravadora dele é bem rigorosa com suas músicas e bloqueia as musicas de estudio dele, então tive de usar essa musica ao vivo, por isso o som esta um pouco ruim.

Alguns ficam revoltados com esta tradução, por causa do "Like a Rolling Stone". Talvez por pensarem que a música fazia referência a banda Rolling Estone (rs),mas não faz, ou que talvez devesse ser traduzida ao pé da letra, não seria má ideia, mas essa é uma expressão que de uso comum na época, era usada de maneira negativa para dizer que a pessoa não finca raízes, não cria musgo. Nós também temos expressões para isso que é, e uma delas seria "como uma perdida", que faz a mesma referência. Eu pesquisei muito antes, e me pareceu que esse é o consenso comum para tradução dessa música! (Musica&Poesia)



Bob Dylan - Like a Rolling Stone - Como uma Perdida  (Tradução em Legenda)


Fonte: Vídeo no Youtube - Canal do Alexandre Tiosso





The Rolling Stones - Like A Rolling Stone (Legendado)




Fonte: Vídeo no Youtube - Canal do Marcus Trindade

https://youtu.be/JXRyohuXeS4





Bob Dylan - Blowin in the Wind (Legendado)




Blowin' In The Wind
Bob Dylan
Álbum: Blowin' in the Wind
Compositor:Bob Dylan





Soprando no vento

Quantas estradas um homem deve percorrer

Pra poder ser chamado de homem?

Quantos oceanos uma pomba branca deve navegar

Pra poder dormir na areia?

Sim e quantas vezes as balas de canhão devem voar

Antes de serem banidas pra sempre?

A resposta, meu amigo, está soprando no vento

A resposta está soprando no vento



Sim e por quantos anos uma montanha pode existir

Antes de ser lavada pelos oceanos?

Sim e por quantos anos algumas pessoas devem existir

Antes de poderem ser livres?

Sim e quantas vezes um homem pode virar a cabeça

Fingir que ele não vê

A resposta, meu amigo, está soprando no vento

A resposta está soprando no vento



Sim e quantas vezes um homem deve olhar pra cima

Antes de conseguir ver o céu?

Sim e quantos ouvidos um homem deve ter

Pra poder conseguir ouvir as pessoas chorarem?

Sim e quantas mortes serão necessárias até ele saber

Que pessoas demais morreram?

A resposta, meu amigo, está soprando no vento



Blowin' In The Wind


How many roads must a man walk down

Before you can call him a man?

How many seas must a white dove sail

Before she sleeps in the sand?

Yes, and how many times must cannonballs fly

Before they're forever banned?

The answer, my friend, is blowin' in the wind

The answer is blowin' in the wind



Yes, and how many years can a mountain exist

Before it's washed to the seas (sea)

Yes, and how many years can some people exist

Before they're allowed to be free?

Yes, and how many times can a man turn his head

And pretend that he just doesn't see?

The answer, my friend, is blowin' in the wind

The answer is blowin' in the wind



Yes, and how many times must a man look up

Before he can see the sky?

Yes, and how many ears must one man have

Before he can hear people cry?

Yes, and how many deaths will it take till he knows

That too many people have died?

The answer, my friend, is blowin' in the wind



Fonte da Letra e Tradução: VAGALUME




DADOS DO VÍDEO:

Enviado em 20 de mai de 2011

Bob Dylan - Blowin in the Wind (Legendado)



Bob Dylan - Blowin in the Wind (Legendado)


Fonte: Vídeo no Youtube - Canal do Luiz M. Martini

https://youtu.be/w3DR98eL5mg




CRÍTICAS ADOROCINEMA - INFERNO - CRÍTICA DE FRANCISCO RUSSO 2,5/5

CRÍTICAS ADOROCINEMA - INFERNO - CRÍTICA DE FRANCISCO RUSSO 2,5/5


Mesmo entre os autores de best sellers, Dan Brown conseguiu uma proeza: estabelecer um estilo próprio, uma assinatura, que não apenas se mantém em todas as suas obras como ainda por cima influencia outros meios. Por exemplo: A Lenda do Tesouro Perdido, aventura estrelada por Nicolas Cage, provavelmente não existiria se não houvesse o sucesso de O Código Da Vinci. Se tal marca registrada por um lado atrai rios de dinheiro e uma fama considerável, por outro torna Brown refém do próprio sucesso, já que a cada nova história ele tenta replicar a mesma fórmula - o que, inevitavelmente, provoca um certo desgaste. É o que acontece com Inferno, quarta aventura literária estrelada pelo simbologista Robert Langdon e terceira a ser adaptada para as telonas.

Conceitualmente, Inferno é bem parecido com O Código Da Vinci: Langdon envolto numa intrincada trama envolvendo mistérios históricos e obras de arte. Desta vez o alvo prioritário é "A Divina Comédia", de Dante Alighieri, especialmente o modo como descreve os nove círculos do inferno, mas o verniz artístico passa ainda pela belíssima arquitetura de Florença, bem explorada através de panorâmicas, e quadros de Botticelli e Vasari. Isto envolto a mais um feito histórico resgatado para os dias atuais: a ameaça de uma nova epidemia tipo a peste negra, que poderia diminuir drasticamente a população na Terra.

A grande diferença de Inferno em relação aos filmes anteriores é que, de início, Langdon não está em sua plena capacidade. Desnorteado e sem lembrar nada do que lhe aconteceu nas últimas 48 horas, ele se vê em um hospital de Florença tendo como único apoio a médica interpretada por Felicity Jones. Tal situação, aliada às constantes alucinações, coloca o personagem em uma rara situação de fragilidade, onde precisa lidar com as limitações do próprio corpo para entender no que está envolvido. Tudo em meio a uma alucinada perseguição, é claro, realizada por vários subgrupos que, aos poucos, são revelados pela narrativa.

Seguindo o padrão habitual de muita correria em uma edição frenética, aliado à câmera na mão de forma a ressaltar o desconforto físico de seu personagem principal, Inferno até consegue prender a atenção enquanto mantém o mistério - e, mesmo assim, nem todos os coadjuvantes são convincentes. Entretanto, basta a verdade vir à tona para o filme logo assumir o habitual clichê de salvação da humanidade, em uma busca desenfreada envolvendo todos os subnúcleos presentes. É quando a aventura ganha também um súbito e desconexo interesse amoroso para Langdon, desviando de forma desnecessária o foco central.

No fim das contas, Inferno pouco traz de novo em relação aos filmes já lançados. Se a instabilidade de Langdon provoca um certo frescor, não só ao personagem mas à própria trama como um todo, o longa-metragem insiste em ser extremamente didático, explicando detalhamente todos os meandros dos vários subnúcleos, o que o torna bem cansativo - trata-se da velha obsessão dos blockbusters americanos em entregar tudo mastigado ao espectador, de forma que ele não se dê ao trabalho de raciocionar. Com um elenco burocrático, incluindo a dupla protagonista Tom Hanks e Felicity Jones, o longa ainda peca pelo desfecho nem um pouco convincente - nem tanto pelo que acontece, mas como acontece. Regular apenas.


CRÍTICAS

ADORO CINEMA - NOTA 2,5
IMPRENSA - NOTA MÉDIA 2,6 - 13 PUBLICAÇÕES
USUÁRIOS - NOTA MÉDIA - 4,0 NOTAS e 10 CRÍTICAS

Crítica do Adoro Cinema feitas por Francisco Russo



Fonte: Adoro Cinema

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-222798/criticas-adorocinema/





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