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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Estudo diz que 70% das formações continuadas no Brasil têm baixa eficácia (O Estado de SP)

BÁRBARA FERREIRA SANTOS, VICTOR VIEIRA

A maioria das atividades de formação continuada com professores no Brasil (70%) tem baixa eficácia, segundo estudo do Instituto Ayrton Senna (IAS) com The Boston Consulting Group (BCG). Cursos de aperfeiçoamento, diz a pesquisa, são uma das principais alavancas para melhorar o desempenho de docentes e alunos.

A divulgação do levantamento, realizado com cerca de 3 mil professores, gestores e especialistas brasileiros, será feita hoje em São Paulo e deve ter a presença do ministro da Educação, Henrique Paim. Os dados foram obtidos com exclusividade pelo Estado.

Esse tipo de formação, voltada a professores que já começaram a lecionar, enfrenta dificuldades para deslocar o foco da teoria para questões reais da sala de aula. Além do déficit de docentes no País, a maioria das redes não tem programas estruturados de formação continuada.

Tutoria com professores mais experientes, formação de ingressantes na carreira e observação crítica da sala de aula estão entre as atividades com melhores resultados, na opinião de especialistas e dos próprios docentes. O estudo revelou, entretanto, que elas são as que menos aparecem no País.

Segundo a analista de projetos da área de Educação e Desenvolvimento do IAS, Daniela Arai, o Brasil é um dos que menos incentivam professores a fazer formação continuada. Ela explica que ações governamentais de curto prazo e alta visibilidade são as mais frequentes, comprometendo um planejamento adequado dos programas. “Formação de professores é investimento de longo prazo. Acaba não sendo a principal preocupação dos governantes”, avalia.

Além da preferência por ações de curto prazo e visibilidade, o estudo menciona cinco principais obstáculos para o êxito da formação continuada. Também pesam a carência de incentivos formais, a escassez de tempo, lacunas e baixa aplicabilidade do conteúdo das ações oferecidas, falta de alinhamento das ações com o plano de carreira do magistério e alta rotatividade do corpo docente.

Com a função de “tapar buracos” da formação original, é para os recém-chegados à sala de aula que as ações podem ser mais efetivas. Não só para ensinar melhores práticas, como manter o interesse no ensino. Segundo Daniela, as redes que trabalharam com ingressantes, em residências e tutorias tiveram impactos significativos.

Experiências. Um dos bons exemplos citados no estudo foi o da rede estadual de Goiás, que em 2011 implementou um programa de tutoria de coordenadores pedagógicos. Com o sucesso da ação, estenderam a proposta para professores de Matemática e Língua Portuguesa do ensino fundamental 2 (6.º ao 9.º ano) e médio, com apoio diário de professores mais experientes. A atividade melhorou os índices de aprendizagem dos alunos entre 2011 e 2013.

“Vale a pena tirar da sala de aula esse ótimo professor. Ele vai acompanhar dez, 15 professores e influenciar mais alunos. Ele é a referência e tem legitimidade para influenciar os pares”, explica Ralph Gomes Alves, da Superintendência de Inteligência Pedagógica e Formação da rede goiana.

A professora Núbia Oliveira, tutora diária de Matemática, está em treinamento para a função desde 2011 e acompanha professores de seis escolas de Goiás. No início, ela encontrou receio dos professores para atividades, como a observação de aulas. Mas hoje, com o amadurecimento do projeto, há professores de outras disciplinas ou etapas do ensino que a procuram por ajuda.

“Um dos primeiros pontos de dificuldade é que o professor não sabe planejar”, aponta Núbia, que dá aulas há 18 anos. “Ele foi preparado para uma sala homogênea, mas na execução encontra salas lotadas, alunos com muitas dificuldades.” No caso dos docentes antigos, o desafio é maior. “É difícil mudar uma mentalidade errada mantida por anos.” Entre as atividades desenvolvidas na formação, estão a escuta ativa, em que se ouve demandas de professores para cada tipo de sala de aula, e o acompanhamento in loco. 


Fonte: Matéria publicada no O ESTADO DE SÃO PAULO , 15 de julho de 2014.

Publicado também na UDEMO



Cansados de agressões por parte de pais de alunos, professores fazem paralisação no Uruguai (O Globo)

DA REDAÇÃO

O Uruguai tem vivenciado uma onda de ataques físicos contra professores e diretores de escolas, por parte dos pais dos alunos. O comportamento dos responsáveis tem alcançados níveis tão preocupantes que os educadores realizaram nesta quarta-feira uma paralisação de 24 horas para protestar contra a situação.

O sindicato dos professores local convocou toda a categoria para a mobilização. Segundo a entidade, desde que o ano letivo começou, em março, foram registrados seis casos de agressão contra profissionais da educação, na capital Montevidéu e em outras cidades.

No ataque mais recente, registrado nesta terça-feira, a mãe de um estudante deu um soco na cara de uma diretora de escola, em Montevidéu. A agressão teria sido motivada pelo fato de a educadora ter chamado um médico para examinar o garoto em função de problemas comportamentais.

A diretora alega que teria chamado os pais da criança com antecedência para discutir o assunto. Mas eles teriam se recusado a visitar a escola. `A reação da mãe foi dizer que não era a diretora quem deveria dizer o que ela deve fazer com seu filho. Ela deu um soco na vítima e saiu correndo``, disse a professora e líder sindical Rachel Bruschera, em um programa da rádio uruguaia Oriente. A vítima precisou receber cuidados médicos em função da pancada.

Juízes já estão processando ??cinco pais por agressão a professores. O caso anterior ao desta terça-feira foi registrado há cerca de um mês, quando uma mãe entrou numa escola na cidade de Rivera, dizendo que a filha havia sido maltratada pela professora. Após uma breve conversa, ela começou a insultar a profissional, pegou-a pelos cabelos e desferiu um golpe contra seu rosto. A professora tropeçou, seus óculos voaram e sua boca começou a sangrar imediatamente.

O juiz Humberto Verri processou a agressora, cuja identidade não foi revelada, pelo crime de `violência privada`. Ela foi condenada a prestar serviços comunitários duas vezes por semana, durante quatro meses.
Além do caso de Rivera, outros três que ocorreram em Montevidéu e um em Chuy, cidade que fica na fronteira com o Brasil, terminaram com os agressores processados.


PROJETO DE LEI

Enquanto a categoria se mobiliza para dar visibilidade ao caso, corre no parlamento uruguaio um projeto de lei apresentado pelo deputado Walter De Leon, que propõe 30 dias de serviço comunitário àqueles que insultam os professores. `Hoje em dia, tornou-se comum pai, mãe, irmã, irmão, tia e tio insultarem professores, pedindo explicações`, disse o deputado, ao justificar a iniciativa. O projeto ainda aguarda votação.

Fonte: UDEMO

 

Resolução SE-36, de 2-7-2014 - Dispõe sobre a Evolução Funcional, pela via não acadêmica, dos integrantes do Quadro do Magistério

D. O. E.  de 3/ 7/ 2014  -  Seção  I  -  Págs. 24 e 25

GABINETE DO SECRETÁRIO

Resolução SE-36, de 2-7-2014


Dispõe sobre a Evolução Funcional, pela via não acadêmica, dos integrantes do Quadro do Magistério

O Secretário da Educação, à vista do que dispõe o Decreto nº 49.394, de 22 de fevereiro de 2005, alterado pelo Decreto nº 59.850, de 28 de dezembro de 2013, Resolve:

Artigo 1º - A Evolução Funcional, pela via não acadêmica, relacionada aos fatores Atualização, Aperfeiçoamento e Produção Profissional, na concessão aos integrantes de classes do Quadro do Magistério, observará as disposições do Decreto nº 49.394, de 22 de fevereiro de 2005, alterado pelo Decreto nº 59.850, de 28 de dezembro de 2013, e da presente resolução.

§ 1º - O integrante do Quadro do Magistério poderá pleitear a Evolução Funcional pela via não acadêmica, por qualquer dos fatores, no respectivo campo de atuação e em diferentes momentos da carreira, de acordo com sua conveniência e com a natureza de seu trabalho, observados os interstícios legalmente estabelecidos.

§ 2º - Para fins de aplicação do disposto no parágrafo anterior,considera-se campo de atuação do integrante do Quadro do Magistério aquele diretamente relacionado às atividades inerentes ao seu cargo ou função-atividade, definindo-se na seguinte conformidade:
1 – nas classes de docentes:
a) pelas áreas curriculares que integram a formação acadêmica do professor que ministra aulas ou rege classes no ensino fundamental do 1º ao 5º ano;
b) pelas áreas curriculares que integram a formação acadêmica do professor que ministra aulas em classes do ensino fundamental do 6º ao 9º ano, do ensino médio e das demais modalidades de educação.
2 – nas classes de suporte pedagógico, pela natureza das atividades inerentes ao respectivo cargo de Diretor de Escola ou de Supervisor de Ensino.

§ 3º - Para fins de delimitação do campo de atuação de que tratam as alíneas “a” e “b” do inciso I do § 1º deste artigo, considerar-se-ão acrescidas às áreas curriculares de Linguagens e Códigos, Ciências da Natureza, Matemática e Ciências Humanas, com suas respectivas tecnologias, as temáticas de aprofundamento e enriquecimento curricular.

§ 4º - O campo de atuação, de que trata este artigo, além das atividades inerentes ao cargo ou função-atividade, definidas nos parágrafos anteriores, poderá também estar relacionado às atividades específicas, exercidas pelo integrante do Quadro do Magistério em situação de afastamento, designação, nomeação em comissão ou mesmo de readaptação, desde que no âmbito desta Pasta.

Artigo 2º - O processo de concessão da Evolução Funcional pela via não acadêmica, através do Fator Atualização, do Fator Aperfeiçoamento ou do Fator Produção Profissional, indicadores do aumento da capacidade, da qualidade e da produtividade do trabalho profissional no magistério, observará as pontuações estabelecidas para os componentes de cada fator, bem como os lapsos de validade fixados para os títulos correspondentes, que se encontram discriminados nos Quadros 1, 2 e 3 do ANEXO I que integra esta resolução.

§ 1º - As pontuações dos componentes do Fator Atualização e do componente Extensão Universitária/Cultural do Fator Aperfeiçoamento, constantes dos Quadros 1 e 2, respectivamente, serão calculadas com base na carga horária indicada no certificado de conclusão do curso realizado pelo profissional.

§ 2º - Somente serão considerados, para fins de pontuação, os cursos do Fator Atualização e do componente Extensão Universitária/Cultural do Fator Aperfeiçoamento quando devidamente autorizados e homologados nos termos da legislação pertinente.

§ 3º - Os créditos de cursos de pós-graduação, previstos no Fator Aperfeiçoamento, somente poderão ser utilizados uma única vez, observando-se, inclusive, que créditos já computados relativamente a cursos de Mestrado ou de Doutorado, sem a obtenção dos títulos de Mestre ou de Doutor, não poderão ser reconsiderados em posterior apresentação dos referidos títulos.

Artigo 3º - Consideram-se componentes do Fator Produção Profissional todos os documentos, projetos curriculares, pesquisas, materiais de natureza educacional e demais trabalhos produzidos por integrantes do Quadro do Magistério, de forma individual ou coletivamente, nos diversos ambientes de atuação, que tenham sido devidamente registrados, no âmbito desta Pasta, e que contribuam para a melhoria da prática pedagógica, ou da gestão educacional e/ou da supervisão de ensino.

§ 1º - Os projetos curriculares, a que se refere o caput deste artigo, devem decorrer do projeto político-pedagógico da escola e/ou com ele se articular, a partir das demandas da comunidade, e ser desenvolvidos pela equipe escolar, preferencialmente de forma coletiva, ou decorrer de planos de trabalho de Diretorias de Ensino ou, ainda, de implementação de estudos, de programas ou de projetos dos órgãos centrais desta Pasta.

§ 2º - Serão considerados, para pontuação do integrante do Quadro do Magistério no Fator Produção Profissional, projetos que visem:
1 - à melhoria do desempenho do educando, estabelecendo diretrizes e metas a serem alcançadas (recuperação);
2 - à ampliação da bagagem cultural do educando, por meio de atividades como cinema, teatro, feiras de ciências, apresentação de trabalhos, entre outras;
3 - ao retorno do educando à escola, buscando reinserir no ambiente escolar aqueles que dele se afastaram, pelos mais diversos motivos;
4 - à melhoria do relacionamento entre a comunidade escolar e os educandos que se encontrem em regime de liberdade assistida;
5 - ao relacionamento com a comunidade no entorno da unidade escolar, com visitas aos bairros de sua vizinhança, de forma a trabalhar os conteúdos definidos no projeto políticopedagógico da escola;
6 - ao desenvolvimento de procedimentos interdisciplinares;
7 – à abordagem de temas transversais gerados durante a elaboração do projeto político-pedagógico da escola.

§ 3º - As equipes gestoras das unidades escolares devem reservar um crédito de 5% (cinco por cento) do total de horas semanais do profissional do magistério, para o desenvolvimento dos projetos curriculares de que trata este artigo.

§ 4º - Deverão ser assegurados, pela equipe gestora da unidade escolar, espaço físico para se proceder à formação continuada do integrante do Quadro do Magistério, no próprio local de trabalho, bem como tempo livre disponível para desenvolvimento de projetos curriculares, na forma prevista no parágrafo anterior.

Artigo 4º – Para análise, avaliação e validação dos componentes do Fator Produção Profissional, da Evolução Funcional pela via não acadêmica, será constituído, em cada Diretoria de Ensino, um Conselho de Diretoria, de natureza deliberativa, a ser presidido pelo Dirigente Regional de Ensino, com um total de, no mínimo, 10 (dez) e, no máximo, 20 (vinte) componentes, incluindo supervisores de ensino, professores coordenadores do Núcleo Pedagógico, diretores de escola e professores representantes de unidades escolares da Diretoria de Ensino, na seguinte proporção:
I – Supervisores de Ensino, 20% (vinte por cento);
II – Professores Coordenadores do Núcleo Pedagógico, 10% (dez por cento);
III – Diretores de Escola, 10% (dez por cento);
IV – Professores, representantes de unidades escolares, 10%

§ 1º - Integrarão o Conselho de Diretoria, de que trata este artigo, completando os demais 50% (cinquenta por cento) da totalidade do Conselho, representantes de entidades de classe de profissionais de educação, que atuarão em condição de paridade com os profissionais da Diretoria de Ensino.

§ 2º - Os membros do Conselho de Diretoria, com direito a voz e voto, serão escolhidos entre seus pares, mediante processo eletivo.

§ 3º - O Conselho de Diretoria terá as seguintes atribuições:

1 - deliberar sobre:
a) a divisão do Conselho em dois grupos, G1 e G2, para cumprimento da finalidade prevista no caput deste artigo;

b) a alternância das funções de avaliador e validador, entre o G1 e o G2;
c) os ajustes que se fizerem necessários no processo avaliatório dos profissionais de educação;

d) a aprovação dos projetos curriculares, pesquisas, materiais de natureza educacional e demais trabalhos, a que se refere o artigo 3º desta resolução;
e) o regimento interno do Conselho de Diretoria;

2 - observar os critérios e procedimento aplicáveis à concessão da Evolução Funcional pela via não acadêmica e os instrumentos de avaliação empregados no processo de evolução;

3 - planejar e implementar a operacionalização dos registros pertinentes à Evolução Funcional pela via não acadêmica.

§ 4º - O Conselho de Diretoria reunir-se-á, ordinariamente, 2 (duas) vezes por semestre e, extraordinariamente, por convocação do Dirigente Regional de Ensino ou por proposta de, no mínimo, 1/3 (um terço) de seus membros.

Artigo 5º - Na Evolução Funcional pela via não acadêmica, observado o constante dos Quadros 1, 2 e 3 do ANEXO II que integra esta resolução, o Fator Produção Profissional será considerado a partir das seguintes dimensões:

I - para professores:
a) atividade docente com alunos;
b) atividades no ambiente de trabalho;
c) atividades diversificadas;
d) atividades educacionais, institucionais e da sociedade civil organizada (conselhos, colegiados, fóruns e outros);
II - para diretores de escola:
a) atividade de especialista de educação;
b) atividades no ambiente de trabalho;
c) atividades diversificadas;
d) atividades educacionais, institucionais e da sociedade civil organizada (conselhos, colegiados, fóruns e outros);
III - para supervisores de ensino:
a) atuação nas escolas do setor;
b) atuação na Diretoria de Ensino;
c) atividades diversificadas nos órgãos centrais;
d) atividades educacionais, institucionais e da sociedade civil organizada (conselhos, colegiados, fóruns e outros).

Parágrafo único – As atividades desenvolvidas pelos profissionais de educação, nas respectivas dimensões, deverão demonstrar o comprometimento, a dedicação e a capacidade de propor e executar iniciativas, que visem à melhoria da prática pedagógica, ou da gestão educacional e/ou da supervisão de ensino, observado, conforme o caso, o constante dos Quadros 1, 2 e 3 que compõem o ANEXO II desta resolução.

Artigo 6º – Será considerado, dentre as possibilidades de formação continuada, para fins de Evolução Funcional pela via não acadêmica, o itinerário formativo do integrante do Quadro do Magistério, conforme disposto nesta resolução.

§ 1º - O itinerário formativo, referido no caput deste artigo consiste no percurso de formação continuada do professor, do diretor de escola ou do supervisor de ensino, definido a partir da autoavaliação orientada, objetivando a qualificação do profissional do Quadro do Magistério e de todo o sistema de ensino.

§ 2º – Em decorrência do processo de autoavaliação, orientada pelo Professor Coordenador, pelo Conselho de Escola ou pelo Conselho de Diretoria, em suas respectivas esferas de atuação, serão apontados os cursos que interessam ao integrante do Quadro do Magistério, que poderá iniciar seu itinerário formativo a qualquer tempo em sua carreira.

§ 3º – A frequência regular, com bom aproveitamento, aos cursos que venham a integrar seu itinerário formativo, é suficiente para pontuação do integrante do Quadro do Magistério no Fator Produção Profissional.
§ 4º – Caberá aos Conselhos de Escola e de Diretoria, no âmbito de sua atuação, avaliar tecnicamente o itinerário formativo, validando-o consoante o percurso definido pela autoavaliação orientada e autorizando o registro dessa documentação.

§ 5º – O Conselho de Diretoria homologará o resultado do
itinerário formativo apresentado pelo profissional do magistério.

Artigo 7º – A permanência do profissional do magistério em uma mesma unidade de trabalho, combinada com a formação continuada, durante todo o interstício estabelecido para a evolução funcional pela via não acadêmica, será suficiente para pontuação no Fator Produção Profissional.

§ 1º - A formação continuada do integrante do Quadro do Magistério constitui-se de cursos e outras atividades de estudo e pesquisa, realizados como parte de seu desenvolvimento profissional, a partir das necessidades derivadas das suas experiências cotidianas.

§ 2º - É necessário que o integrante do Quadro do Magistério obtenha aprovação nos cursos e demais atividades de formação continuada dos quais tenha participado, para fazer jus  ao disposto no caput deste artigo.

§ 3º - A formação continuada do integrante do Quadro do Magistério será realizada no próprio local de trabalho, ou no âmbito da Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores do Estado de São Paulo - EFAP ou, ainda, em instituições de educação superior, constituindo-se de cursos de educação profissional, cursos superiores de educação plena, cursos tecnológicos e cursos de pós-graduação, conforme dispõe o parágrafo único do artigo 62-A da Lei federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 – LDB.

§ 4º - Também poderá se realizar a formação continuada com cursos oferecidos em instituições públicas não estatais ou em entidades particulares, desde que sejam credenciadas pela EFAP.

§ 5º - O ato de credenciamento, de que trata o parágrafo anterior, após sua análise e deferimento, será expedido pela EFAP no prazo de 90 (noventa) dias, contados a partir da data em que tenha se efetuado o protocolo do pedido.

§ 6º - As instituições públicas não estatais e as entidades particulares interessadas em obter o credenciamento deverão encaminhar à EFAP expediente contendo:
1 – o pedido de credenciamento;
2 - comprovante de idoneidade, capacidade e experiência na área educacional;
3 - cópia do estatuto da instituição/entidade registrado em cartório;
4 - comprovação completa da capacidade jurídica;
5 - plano de trabalho da instituição/entidade especificando: justificativa, finalidade, metas, quadro efetivo de profissionais e relação dos recursos físicos e tecnológicos disponíveis;
6 – nome completo do representante da instituição/entidade responsável pela área de capacitação;
7 - outras informações julgadas pertinentes.
§ 7º - A permanência na mesma unidade de trabalho, a que se refere o disposto no caput deste artigo, deverá compreender todo o decorrer do interstício exigido, para que o integrante do Quadro do Magistério seja contemplado com a Evolução Funcional pela via não acadêmica.
§ 8º - Nos casos em que o profissional do magistério tenha seu cargo ou função-atividade transferido a critério da administração ou removido ex officio para outra unidade de trabalho, o tempo restante para completar o interstício será computado como se houvesse permanecido por todo o período na mesma unidade.

Artigo 8º - Para efeito de concessão de Evolução Funcional pela via não acadêmica, caberá:

I - ao interessado: formular requerimento de concessão do benefício e entregá-lo ao superior imediato, juntamente com a documentação que comprove o preenchimento dos requisitos;

II - ao superior imediato: protocolar, instruir e encaminhar à Diretoria de Ensino o expediente contendo o pedido do interessado e a documentação comprobatória;

III - ao Dirigente Regional de Ensino: constituir grupo de trabalho para proceder à análise preliminar dos títulos e documentos apresentados, de acordo com as orientações expedidas pelos órgãos setoriais de competência, e instruir os expedientes que contenham os pedidos acolhidos, encaminhando-os à Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos – CGRH desta Pasta;

IV – à CGRH: analisar os expedientes enviados pelas Diretorias de Ensino e, em caso de homologação do acolhimento dos pedidos, encaminhá-los ao Gabinete do Secretário da Educação, para apreciação e decisão final, pela competência.

Parágrafo único - Para subsidiar a análise dos pedidos, será constituída uma Comissão Central, integrada por dois (2) profissionais da EFAP e dois (2) da CGRH, indicados pelos coordenadores desses órgãos, com as seguintes atribuições:

1 - expedir orientações, quando necessárias;
2 - decidir sobre casos omissos ou que apresentem dúvidas quanto à concessão do benefício.

Artigo 9º - Caberá, ainda, à CGRH acompanhar os trâmites e coordenar o processo de concessão da Evolução Funcional pela via não acadêmica.

Artigo 10 - Os efeitos da Evolução Funcional pela via não acadêmica terão vigência a partir da data em que se tenham cumprido os requisitos para mudança de nível, observado o disposto no artigo 10 do Decreto nº 49.394/2005 e considerados os interstícios de que trata o artigo 22 da Lei Complementar nº 836/1997, alterada pela Lei Complementar nº 1.143/2011.

Artigo 11 - A Coordenadoria de Gestão de Educação Básica – CGEB e a Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos - CGRH poderão baixar instruções complementares que se façam necessárias ao cumprimento da presente resolução.

Artigo 12 - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário, em especial a Resolução SE nº 21, de 22.3.2005.




Fonte: UDEMO


 


Eleições na Udemo Central


Conforme amplamente divulgado, as eleições para os Órgãos Diretores da Udemo Central - Diretoria Executiva, Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e Departamentos – estavam agendadas, desde o ano passado, para o dia 11 de agosto. O prazo final para o registro das chapas foi o dia 11 de julho.

Apenas uma chapa se registrou para concorrer às eleições: “A Luta Continua”.

De acordo com o Artigo 59, Parágrafo único, do Estatuto da Udemo,
Artigo 59 - As eleições serão realizadas num único dia, das 8 (oito) às 18 (dezoito) horas.

Parágrafo Único – No caso de haver uma única chapa registrada, ela será automaticamente declarada eleita, dispensando-se os procedimentos previstos no caput deste artigo.

Portanto, tendo havido apenas uma chapa registrada, ela será declarada eleita, em assembleia, após o dia 11 de agosto.

Veja a composição da chapa ‘A Luta Continua’, para o triênio 2015/2017:
“A LUTA CONTINUA”

ÓRGÃOS DIRETORES - TRIÊNIO 2015-2017
DIRETORIA EXECUTIVA
Presidente                             Francisco Antônio Poli - Central
Vice-Presidente                      Joffre Aguirre Vieira da Rocha - Amparo
Secretário Geral                     Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto - Central
2º Secretário                          Maria Cristina R. S. Martines- Bebedouro
Tesoureiro Geral                     Volmer Áureo Pianca – Central
2º Tesoureiro                          Setsuko Katayama Kjaer – Piracicaba
Diretor Jurídico                       Vanderlei Francisco Fonoff – Cordeirópolis
Diretor Social                          Maria Fernanda M. Ferreira – Guarulhos
Diretor Cultural                       Valéria de Paula Lima – São José dos Campos
Diretor de Aposentados           Celi Alves dos Santos – Sorocaba
Diretor de Publicações             Ana Cristina Prado Poli – Central
Diretor de Patrimônio              Elena de Jesus R.M. Manente – Bebedouro
Diretor de Relações Públicas     Américo Torelli Jr – Estrela D’Oeste
Diretor de Assuntos Sindicais    Rosalina Chinone – Central


Delegados Regionais:                 
                    Maria José de Oliveira Faustini - Bauru
                    Cilene Aparecida Garcia  - Campinas
                    Égle A. Picolo Balançuelo - Jundiaí
                    Eliane Alves Passos - Marília
                    Suzana Aparecida Ferro - Ribeirão Preto
                    Maria Aparecida Leite Knoll - Santo André
                    Justo Castilho-  São José do Rio Preto
                    Miriam Cecília Facci - Sorocaba
                    Cláudia Márcia de S. Oliveira - Araçatuba
                    Maria Cecília Huada - Baixada Santista
                    Maria Neuza Baldori - Presidente Prudente
                    Paula Vasques Santana – Votuporanga

Assessor Especial: Júlio Bonafonte

CONSELHO DELIBERATIVO
                    Adelmo Pereira Gomes –Pindamonhangaba
                    Antonio Carlos M. Antonacci - Amparo
                    Antonio Carlos P. Pinheiro – Joanópolis
                    Augusto Knoll Jr. – Santo André
                    Edson Alcântara – Sorocaba
                    Edson Mário S. Pereira – Sorocaba
                    Elita Rogeli de Cristo Leite – Rio Claro
                    Geraldo de Nadai – Cunha
                    Guido Fernandes de Macedo – Jaú
                    Izaura Madureira Gama –Pindamonhangaba
                    Janete Maria de Novais – Araçatuba
                    Valdecir Ferreira G. Nelo - Pindamonhangaba
                    José F. Ambrozano - Piracicaba
                    Júlio Vieira Filho – Pindamonhangaba
                    Laurita Rios A. Pereira – Jales
                    Leni de Cássia Hayashida - Taboão da Serra
                    Ludenger Fregolente – Rancharia
                    Luiz Antônio de Paula – Mauá
                    Manoel da Paz Silva – Mauá
                    Maria Aparecida P. Alves – Santo André
                    Marileusa Leme Hiroki – Botucatu
                    Marta A. R. Vallandro – Votorantim
                    Moacir Martins Gonçalez – Penápolis
                    Onivaldo Antônio de Lucca – Jaú
                    Sérgio Adalberto Armênio – Sorocaba
                    Sônia Maria Innocentini – São Carlos
                    Viridiana Amaral Coelho - Baixada Santista
                    Waldemar Bocchini - Franca 

CONSELHO FISCAL
                    Leoni J. de Souza – Mirante Paranapanema
                    Darci Leal Costa – Andradina
                    Maria Adalgiza Barreto - Jundiaí
                    Iria Lúcia de F. Castilho – São José do Rio Preto
                    Erci Aparecida Urbano – Santo André
                    Hélio Martins Branco - Catanduva 

DEPARTAMENTO DE IAMSPE E SAÚDE
                    Ísis Garcia Salvestro – São Paulo

DEPARTAMENTO DE CONVÊNIOS
                   
Luiz Antonio Dias Jorge - Sorocaba

DEPARTAMENTO DE APOSENTADOS
                   
Iezer Cleonice M. da Silva – São Paulo
                    Neise Maria Citroni – São Paulo 

DEPARTAMENTO DE TURISMO E LAZER
                    José Milton Salvador - Sorocaba

DEPARTAMENTO DE SUPERVISORES
                    Graciete G.P. Leite – Taboão da Serra


 
Fonte: UDEMO


 

Estatuto do magistério - Minutas (UDEMO)

Colega,

Na reunião da Comissão Paritária, de 11/6/14, a pedido das entidades foi distribuído o seguinte documento, contendo duas minutas de um novo Estatuto do Magistério e Plano de Carreira. Na verdade, é um documento com duas versões, para estudo, discussão e, se for o caso, reformulação.

A Diretoria Central da Udemo já iniciou o estudo dos textos, mas gostaria de receber sua opinião.

Por favor, se você tiver sugestões (alterações, supressões, acréscimos etc.), envie-as pelo nosso e-mail.

Saudações,
Udemo Central.











Os diretores de escolas (O Estado de SP)

Para tentar melhorar a qualidade da administração da rede de ensino fundamental, que sempre foi um dos principais problemas da educação pública no País, o governo do Estado de São Paulo enviou à Assembleia Legislativa um projeto de lei complementar que estabelece novos critérios de seleção, nomeação e avaliação de diretores de escola.

Entre outras inovações, o projeto prevê que os diretores das escolas estaduais passem por um processo de formação e sejam submetidos a avaliações periódicas, podendo ser demitidos caso não atinjam as metas de desempenho fixadas pelas autoridades educacionais. Atualmente, o preenchimento dos cargos de diretor de escola na rede estadual é feito por concurso e o candidato aprovado permanece na escola independentemente de sua vocação para a função e de sua eficiência nos campos administrativo e pedagógico.

Pelo projeto, os candidatos aprovados para cargos de diretor serão submetidos a uma espécie de estágio probatório, tendo de fazer dois cursos de formação e de passar por avaliações no decorrer dos três primeiros anos de atuação. Um dos cursos é de gestão. O outro é de liderança. Os cursos serão semipresenciais e terão duração prevista de um ano e meio cada um.
Se o candidato receber notas baixas e for recém-ingressante na rede escolar, ele não permanecerá no funcionalismo estadual. Se já for professor da rede, será afastado do cargo de diretor e voltará ao cargo antigo. Durante o período probatório, o cargo de docente ficará congelado, para o caso de não se adaptar às novas funções.

Além de fazer os cursos de gestão e liderança, o candidato a diretor terá de formular um projeto para melhorar a qualidade de ensino do colégio em que atuará. O projeto, que será submetido a uma avaliação técnica e pedagógica do Conselho da Escola e dos supervisores da Secretaria Estadual de Educação, também poderá resultar no afastamento do pretendente ao cargo. "O diretor passou a ser uma peça muito importante e faz toda a diferença no sucesso de uma escola. Ele tem de se envolver no processo de formação e avaliação, para poder evoluir. O diretor é essencial para se ter um bom rendimento escolar, para criar melhores condições de ensino", diz a professora Neide de Aquino Noffs, diretora da Faculdade de Educação da PUC/SP.

"Não queremos eliminar o concurso de ingresso, mas o candidato aprovado terá de fazer os dois cursos, desenvolver um projeto e ainda será avaliado anualmente", afirma o secretário de Educação, Herman Voorwald. Ainda em 2014, o governo estadual abrirá um concurso com o objetivo de escolher 1.472 diretores para ocupar cargos que atualmente estão vagos. Várias das mais de 5 mil escolas da rede pública paulista de ensino fundamental espalhadas em todo o Estado estão sendo dirigidas por professores designados, muitos dos quais não têm o perfil adequado para a função. O número de cargos vagos é elevado porque a Secretaria Estadual de Educação há mais de oito anos não realizava concurso para escolha de novos diretores.

As mudanças nos critérios e procedimentos de seleção, nomeação e avaliação de gestores de escolas públicas vinham sendo reivindicadas há muito tempo por pedagogos e ONGs do setor educacional. Durante anos, as entidades sindicais desse setor também reclamaram que não foram ouvidas pelas autoridades estaduais na realização de diagnósticos e na formulação de políticas de ensino. Agora, o governo estadual convidou o Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo (Udemo) para a ajudar na elaboração do projeto.

A iniciativa foi bem recebida pelos líderes sindicais do professorado, que vinham pleiteando maior participação nas decisões da Secretaria Estadual de Educação. "Muitos professores prestam concurso para diretor pensando em salário maior e achando que podem fazer a escola de seus sonhos, mas acabam esbarrando na realidade e na falta de autonomia. Agora vamos ter diretores capacitados e mais bem treinados", diz o presidente da Udemo, Francisco Poli.


Fonte: Matéria publicada no 'O ESTADO DE S.PAULO', 1° de julho de 2014.

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Não há bala de prata na educação! (Folha de SP)

Maria Alice Setubal

A sociedade brasileira elegeu a educação pública como prioridade nacional. Dos clamores das ruas aos pais e gestores dos municípios da Chapada Diamantina, são exigidas mudanças que promovam uma educação de qualidade para todos.

A comunidade educativa vem produzindo conhecimento sobre as variáveis que impactam a aprendizagem e dialogando com experiências internacionais. Os debates com o poder público têm se multiplicado. Há um consenso de que é preciso considerar a diversidade dos contextos brasileiros e dos atores.

No entanto, o sentido de urgência por mudanças vem sendo responsável por análises fragmentadas e proposições que não reúnem todas as dimensões necessárias. A proliferação de propostas que focalizam a solução a partir de apenas uma variável ou que responsabilizam apenas um dos sujeitos envolvidos pouco tem a contribuir com o debate e, mais grave, gera distorções no papel e atribuições da educação para um projeto de país.

A destinação de 10% do PIB para a educação pública prevista no texto do Plano Nacional de Educação, aprovado pela Câmara dos Deputados e aguardando a sanção presidencial, vem causando reações que minimizam a importância de investimentos sob alegação de que não há dados que comprovem a relação entre valor investido e aprendizagem.

No entanto, segundos estudos científicos, instalações de ensino equipadas com bibliotecas e laboratório, educação integral, recursos didáticos diversificados, boa formação inicial e continuada de professores, salários que tornem a carreira docente atraentes para os estudantes universitários com melhor desempenho são, sim, fatores que impactam a aprendizagem.

Análises inconsequentes têm sido responsáveis por desqualificar um dos principais sujeitos do processo de aprendizagem, o professor. A condução do debate a partir da representação dos professores como vítimas ou algozes exemplifica o desconhecimento da constituição da carreira docente e as condições para o exercício de sua função. Omite da sociedade o debate em curso que tem gerado propostas para a qualificação do docente.

Algumas ideias em pauta indicam a necessidade de intensificar conteúdos na formação inicial que aproximem os futuros professores da prática de sala de aula. Ou, ainda, defendem uma organização dos sistemas de ensino que possibilite ao professor o tempo de estudo, planejamento e avaliação de seu trabalho.

A sociedade não pode acreditar em soluções mágicas, que não envolvam todos os atores. Não existe "bala mágica" na educação. O momento é de ação e de convocação de vontades e esforços. Cabe à União, Estados e municípios, de forma articulada com a comunidade educativa e a sociedade civil, realizar mudanças efetivas. À sociedade, cabe controlar as políticas educacionais. Somente dessa forma será possível acelerar o passo para a construção de uma educação pública mais justa e de qualidade.

Em tempo, o título deste artigo é inspirado no professor Luiz Carlos de Freitas, da Unicamp, que há anos vem contribuindo para a melhoria da educação pública brasileira.


Fonte: Matéria publicada na Folha de São Paulo, 01 de junho de 2014.

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Brasil abandona programa para reduzir atraso nas escolas (Folha de SP)

ÉRICA FRAGA

Uma das principais políticas de combate ao atraso escolar tem sido gradualmente abandonada no Brasil.

Moda no fim dos anos 90 e no início da década passada, os programas chamados de correção de fluxo sofreram uma sangria de matrículas.

Em 2000, havia 1,2 milhão de estudantes do ensino fundamental frequentando esse tipo de curso. No ano passado, esse número tinha despencado para 172 mil, uma queda de 86%.

Os alunos em correção de fluxo são organizados em salas de aulas separadas. O objetivo é recuperar o conteúdo não aprendido por eles e depois devolvê-los para o ensino regular na série certa.

No Brasil, 21% das crianças do ensino fundamental não estão na série adequada à sua idade -geralmente, porque repetiram de ano ou ficaram um período fora da escola. Em 2006, esse índice era maior (28,6%), mas, para especialistas, é cedo para enxugar os programas.

Ainda existem cerca de seis milhões de alunos com atraso de dois anos ou mais no ensino fundamental no país.

"Os programas de correção de fluxo estão morrendo precocemente" afirma João Batista Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto.

Segundo ele, esses programas precisam ser acompanhados por um foco na alfabetização para garantir que o número de novos alunos atrasados diminua.
"Sozinhos, eles são como enxugar gelo. Mas um número grande de alunos já atrasados ainda precisa deles."

O MEC (Ministério da Educação) afirma que não reduziu os recursos para financiar os programas, mas ressalta que a demanda deve partir de Estados e municípios.

Para Clarice Traversini, diretora de currículos da Secretaria de Educação Básica do MEC, uma das explicações para o encolhimento dos programas de correção de fluxo é o envio precoce de adolescentes para a EJA (Educação de Jovens e Adultos), como é chamado o antigo supletivo.

Os alunos que vão para a EJA saem do ensino regular, deixando de contar nas estatísticas de atraso escolar.

O aumento do número de estudantes de 15 a 17 anos na EJA foi revelado em reportagem da Folha e se tornou um tema prioritário para o MEC (leia na pág. C3).

Especialistas que defendem os programas de correção de fluxo dizem que sua metodologia, além de focar na aprendizagem, tenta recuperar a autoestima do aluno.

"Esses programas são um resgate do aluno que, por estar defasado, tem a autoestima baixa", diz Ricardo Dantas, secretário estadual de Educação de Pernambuco.


Fonte: Matéria publicada na Folha de São Paulo, 29 de junho de 2014.


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