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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O último livreiro do império

Jotabê Medeiros

Comenta-se que José do Patrocínio, filho e cidadão de Campos dos Goytacazes, comprou ali na livraria Ao Livro Verde a pena com a qual a princesa Isabel assinaria a Lei Áurea, em 1888, libertando os escravos no Brasil. E olha que, àquela altura, a livraria já tinha 44 anos e durado mais que a imensa maioria das livrarias atuais do planeta, as Barnes and Noble e as Borders que morrem como moscas diante das mudanças da era digital e do e-commerce.

A história da caneta de Patrocínio é meio lendária, mas quase todo o resto ainda está por ali para ser comprovado, como os três balcões originais da antiga loja, uma cristaleira palito de perfumes (na época, perfume se vendia em livraria, e não em farmácia), fotografias antigas por todo lado, a fachada original com o nome do estabelecimento em relevo. Em 1995, o Guinness Book reconheceu sua longevidade e lhe concedeu o título de A Livraria Mais Antiga do Brasil.

Os tempos ditaram as mudanças, pela sobrevivência: apesar da oferta de volumes novinhos de Getúlio, de Lira Neto; Marighella, de Mário Magalhães; Verão da Lata, de Wilson Aquino; e da autobiografia de Neil Young; a loja Ao Livro Verde é hoje mais papelaria do que livraria. Vende livros didáticos, arquivos de papel e pen drives. Tem um pequeno café e um computador para acesso à internet. Possui 27 funcionários, a maioria especializada no atendimento de papelaria, sem intimidade com a literatura.

A uma quadra do Rio Paraíba do Sul, a livraria chegou a ser a joia da intelectualidade portuguesa da corte que atracava no antigo Cais do Imperador. Foi para esse público que foi criada, em 1844, pelo empreendedor português José Vaz Corrêa Coimbra. Citada pelo escritor José Cândido de Carvalho (outro filho de Campos) no livro O Coronel e o Lobisomem, a livraria fluminense foi inaugurada em 13 de junho de 1844, e pertenceu a três famílias – a atual, Sobral, a comprou do alemão Max Zuchner e a administra desde os anos 1940. Um anúncio no jornal O Monitor Campista, de 1844, já mostrava a vocação futura do estabelecimento: a loja oferecia, além de livros e serviços gráficos, `miudezas, lindo sortimento de joias, drogas medicinais e para pinturas e o legítimo rapé Bernardes`.

A ruazinha onde fica o predinho já teve três nomes (Barão de Cotegipe, Rua Bananal e a atual denominação, Rua Governador Teotônio Ferreira Araújo) e a numeração foi mudando, mas a livraria nunca se mexeu um milímetro do seu lugar. `Não posso acabar com essa livraria, ela vai para 200 anos`, diz o atual proprietário, Ronaldo Sobral. No momento, a rua está em obras, estão alargando as calçadas e revitalizando, mas os trabalhos prejudicaram sensivelmente o movimento, queixa-se o comerciante.

O balconista Carlos Américo Machado Franco, de 76 anos, começou a trabalhar ali aos 16 anos. `Eu vinha de bonde. Atendi aqui clientes que tinham 95 anos, e que eu conhecia da vida toda. Tinha muitos do tempo das usinas, mas elas fecharam`, conta. O comércio que mais resistiu foram duas casas de ferragens e duas farmácias, que passaram do século 19 para o 20, mas também já fecharam.

Muitos foram até ali conferir a lenda da livraria que nunca fechou, do acadêmico Austregésilo de Athayde ao escritor Carlos Heitor Cony e o cartunista Ziraldo, que deixou um desenho e um autógrafo num cartaz da livraria. `Aqui reúne uma turma muito boa, vem o pessoal da Academia Campista de Letra`, orgulha-se o fotógrafo aposentado Wilton Moreira, de 85 anos, um dos mais antigos clientes – tem mais de 50 anos que passa por ali diariamente, toma um cafezinho e pega os jornais para ler.

Em 1988, o Primeiro Encontro Internacional de Tradutores levou até a Ao Livro Verde intelectuais do mundo todo, que deixaram seus nomes no livro de visitantes: a francesa Alice Raillard, o alemão Curt Meyer-Clasen, o italiano Mario Merlino, o dinamarquês Per Johns. Os jovens poetas e escritores da cidade são habitués, mas compram pouco. `Intelectual não tem veia comercial. Livro raro é coisa de colecionador, a casa aqui sempre foi fiel ao fundador`, diz Sobral, de 65 anos. O prédio foi tombado pelo município, mas nunca recebeu nenhuma atenção dos governos do Estado e Federal.

Ao Livro Verde passou por duas guerras mundiais, pelas revoluções todas, pela ditadura militar, pela dance music, pelos livros de autoajuda. `E nunca fechou!`, sentencia Ronaldo Sobral. Ele tem três filhos, um advogado, uma especialista em informática e um gerente de banco. Se vão prosseguir com a tradição? `O passado já passou, e o futuro quem sabe?`, avalia o livreiro. `Mas é muito difícil, é uma luta. Tem hora que dá vontade de desistir.`

`Quando o Kadafi morreu, lembraram que ele tinha escrito um certo Livro Verde e telefonaram para mim, não sei se foi da Folha de S.Paulo ou do Estado, para perguntar o porquê do nome da loja`, diverte-se às gargalhadas Sobral. O nome já era um século mais velho que o ditador líbio, mas ninguém sabe sua origem. Não há referência bibliográfica. O jornal Monitor Campista, o primeiro a registrar uma oferta da livraria, em sua abertura, já começou com um erro digno de um `Erramos`: chamou-a de Loja do Livro Verde, quando na verdade a própria fachada dizia Ao Livro Verde.


Fonte: Matéria publicada no Jornal O Estado de São Paulo, 12 de novembro de 2012.

Leitores divergem sobre exigência de diploma para historiador

GILBERTO DE MELLO KUJAWSKI - ELZA CABRAL MESQUITA

Fernando Rodrigues (`Historiador? Só com diploma`, `Opinião`, 10/11) denuncia um dos projetos de lei mais estapafúrdios em trânsito no Senado. Reserva o exercício de historiador, privativamente, aos portadores do diploma de curso superior de história. Médicos, sociólogos, economistas, engenheiros, juristas, jornalistas e outros cidadãos sem diploma de historiador ficam proibidos de escrever sobre história. Não por acaso, o projeto é do senador do PT gaúcho, Paulo Paim.

A iniciativa faz parte da onda que se avoluma no país para o controle da liberdade de expressão. Para governos maniqueístas como o PT fica mais fácil jugular a liberdade de pesquisa e de criação, restringindo seu domínio às corporações reconhecidas pelo poder público. Ora, entre os maiores historiadores brasileiros nenhum deles tinha diploma de historiador --como Octávio Tarquínio de Sousa, autor da monumental `História dos Fundadores do Império do Brasil`. Tem razão Fernando Rodrigues ao assinalar que nosso país corre o risco de transformar-se na `pátria das corporações`.

Em relação à coluna `Historiador? Só com diploma`, de Fernando Rodrigues (`Opinião`, 10/11), admito que, se alguém vai escrever um livro, não necessita de um diploma de história para se reportar a fatos históricos. Mas não precisar de diploma para dar aulas de história é o fim do mundo --ou melhor, o fim da educação formal! Não acho o projeto estapafúrdio, pois, se assim for, estaremos admitindo para dar aulas pessoas que não fizeram curso de línguas ou de matemática só porque `falam bem` ou `sabem fazer contas`. E a metodologia, a estratégia para ensinar a disciplina? Não precisa? Fui diretora de escola estadual de São Paulo e percebo que a minha frustração em não conseguir professores formados nas várias disciplinas foi um sofrimento inútil.


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Fonte: Matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, 11 de novembro de 2012.




Historiador? Só com diploma (Folha de SP)

Fernando Rodrigues

Poucos notaram, mas o Senado aprovou um projeto de lei estapafúrdio na última quarta-feira. Eis o essencial: `O exercício da profissão de historiador, em todo o território nacional, é privativo dos portadores de diploma de curso superior em história, expedido por instituição regular de ensino`.

Em resumo, se vier a ser aprovada pela Câmara e depois sancionada pela presidente da República, a nova lei impedirá que pessoas sem diploma de história possam dar aulas dessa disciplina.

A proposta é de um maniqueísmo atroz. Ignora que médicos, sociólogos, economistas, engenheiros, juristas, jornalistas ou cidadãos sem diploma possam acumular conhecimentos históricos sobre suas áreas de atuação. Terão todos de guardar para si o que aprenderem.

Há sempre a esperança de alguém levantar a mão e interromper essa marcha da insensatez na Câmara. Mas mesmo que seja abortado, o episódio não perderá a sua gravidade. Trata-se de um alerta sobre a obsolescência e a falta de lógica do processo legislativo brasileiro.

A ideia nasceu em 2009. Era um projeto do senador Paulo Paim, do PT gaúcho. Em três meses, o senador Cristovam Buarque, do PDT de Brasília, deu um parecer favorável. Ouviu um chiste de José Sarney: `Você quer me impedir de escrever sobre a história do Maranhão`.

Cristovam parece arrependido do seu protagonismo. Indica ter deixado tudo para assessores, sem supervisioná-los como deveria. Erros acontecem. Só que o senador defensor da educação não quis reconhecer o equívoco na quarta-feira. Preferiu se ausentar do plenário.

O Senado tem 81 integrantes. Só dois votaram contra o diploma obrigatório para historiadores: Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Pedro Taques (PDT-MT). É muito pouco para impedir que o país se transforme, de lambança em lambança, numa pátria das corporações.


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Fonte: Matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, 10 de novembro de 2012.


Leitura nos olhos dos outros (ROSELY SAYÃO)

Se ler é bom, por que nós, adultos, lemos tão pouco? No Brasil, a média por pessoa é de só um livro por ano
 
Recentemente foi comemorado o Dia Nacional do Livro. A data lembrou a importância da leitura na vida das crianças e de todos nós.

Esse é um bom motivo para refletirmos sobre a contribuição que o mundo adulto dá para que os mais novos tenham a chance de desenvolver o gosto pela leitura.
Primeiramente, é bom reconhecer que temos uma posição bastante moralista a esse respeito. Famílias e escolas repetem à exaustão que ler é uma coisa boa.
Desde os primeiros anos escolares até o último ano do ensino básico, a lista de livros obrigatórios é enorme.

Mas será que ler é mesmo bom? Se é, por que temos de repetir tanto essa recomendação e nem assim conseguimos resultados?

Talvez porque obrigação não combine com prazer e ler deveria ser uma questão de prazer. Muita gente se preocupa em desenvolver o hábito da leitura. Prova disso é que nossas crianças ficam com a agenda abarrotada de coisas para ler.

Entretanto, hábito é coisa bem diferente de vontade. Em relação à leitura, o que podemos fazer é plantar nos mais novos a vontade de ler, mostrando as emoções que essa experiência proporciona.

A segunda questão que temos é a seguinte: se ler é tão bom assim, por que é que nós, os adultos, lemos tão pouco? Pesquisas mostram que o índice de leitura espontânea no Brasil é de pouco mais de um livro por ano! Muito pouco, quase nada, na verdade.

Isso significa que, depois que o jovem sai da escola, ele simplesmente deixa de ler.

O que podemos fazer para que os jovens encontrem seu próprio caminho no mundo dos livros? Para que desenvolvam um gosto verdadeiro pela leitura?
Os pais podem, por exemplo, ler e contar histórias para os filhos pequenos. Muitas famílias já cultivam o momento da história, lendo para os filhos de até seis anos antes de a criança se recolher. A questão é que eles não sabem como seguir com esse ritual depois que a criança cresce.

A partir dos sete, oito anos, muitas famílias se rendem aos outros interesses que a criança passa a ter: programas de televisão, internet, videogames, jogos de computador etc.

Entretanto, ouvir e contar histórias para os filhos é um hábito que poderia seguir até o fim da infância como um grande incentivador não apenas do gosto pela leitura, mas também como um elemento intensificador das relações familiares.
Depois que a criança ganha fluidez, é hora de pedir para que ela também leia para os pais. Mostrar interesse pelos livros que ela escolhe, ouvir com atenção as histórias que a criança conta sobre sua própria vida e ler ao seu lado são excelentes maneiras de estimular a atividade leitora dos mais novos.

As bibliotecas também poderiam funcionar como locais de incentivo do gosto pela literatura. Para isso, precisariam ser fisicamente mais atraentes, com livros e atividades interessantes. As famílias poderiam incluir a ida à biblioteca como um programa familiar, não é verdade?

Ler sempre -mesmo que por pouco tempo-, comentar sobre os livros que estão lendo e incluir alguns exemplares na bagagem das férias são atitudes que os pais podem adotar para mostrar aos filhos, na prática, que ler é bom de verdade.

E as escolas? Essas têm um enorme potencial para desenvolver com seus alunos o interesse pela leitura. A maioria tem optado pelos caminhos mais fáceis e menos produtivos: responsabilizar as famílias por isso e obrigar os alunos a ler. Poucas são as escolas particulares que têm uma biblioteca atraente.

Aliás, aí está uma boa questão para os pais que procuram escolas para os filhos: visitar a biblioteca escolar e saber como ela é usada por alunos e professores.
E, por falar em professor, quantos deles demonstram aos alunos que têm paixão pela literatura?

Se ler é mesmo bom, vamos provar isso aos mais novos.

ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha)

Fonte: Matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, 06 de novembro de 2012.

Projeto obriga pais a acompanharem desempenho dos filhos na escola

Agência Senado

O pai ou responsável que não comparecer à escola e acompanhar o desempenho de seu filho poderá ser punido. Projeto de lei com esse objetivo já recebeu parecer favorável e está pronto para ser votado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.

O senador Cristovam Buarque (PDT/DF), autor da proposta, afirma que a educação é um direito de toda criança e que a participação dos pais é essencial no processo educativo. "A escola sozinha não consegue cumprir integralmente o papel de formadora. A educação não se faz apenas pela escola, isolada da responsabilidade e da ação dos pais no acompanhamento do desempenho de seus filhos", afirma.

A proposta prevê que o responsável deva comparecer na escola, seja ela pública ou privada, pelo menos uma vez a cada dois meses. Será considerada presença o comparecimento em reuniões de pais e mestres, ou conversas individuais com o professor, sempre atestadas pela direção da unidade estudantil.

Para o relator do projeto, senador João Capiberibe (PSB/AP), o fato de os pais matricularem seus filhos em escolas não tira a responsabilidade deles de monitorar e acompanhar o desenvolvimento educacional da criança ou do adolescente.

Penalidade

As penalidades para o não cumprimento da lei serão as mesmas previstas no Código Eleitoral para quem deixa de votar. Dentre elas, uma multa de 3% a 10% sobre o salário-mínimo, além da proibição de inscrição em concurso público, receber salário ou participar de cargos públicos; solicitar empréstimos em estabelecimentos de crédito mantidos pelo governo e obter passaporte ou carteira de identidade.

Em pesquisa feita pelo Alô Senado, a população diverge sobre o assunto. Para o cidadão Leonardo dos Santos Marques Gomes, de Ivinhema (MS), a proposta é positiva.

`Eu concordo com essa iniciativa, pois tem muitos pais que se omitem em saber como anda o desempenho do filho na escola. Na grande maioria das escolas, ocorre de apenas de um pai aparecer nas reuniões, o que é lamentável. Apoio em 100%. Pai preocupado com o filho é educação garantida e Brasil produzindo com qualidade`, afirmou Leonardo.

No entanto, Lidiane Lima Santos, de Belo Horizonte (MG), é contrária à proposta. Ela afirma que muitos pais, para proporcionar um bom estudo a seus filhos, trabalham em dois empregos, o que em sua opinião dificulta a presença deles nas escolas.

`São muitos impostos e o salário é pouco, por isso muitos optam por trabalhar em mais de um lugar para dar estudo às crianças. Qual é a hora que esse pai ou mãe vai conseguir ir à escola do seu filho?`, critica Lidiane Santos.

Após analise da Comissão de Educação, a matéria segue para a de Constituição, Justiça e Cidadania em caráter terminativo.


Fonte:  Matéria publicada no Jornal O Estado de São Paulo, 29 de outubro de 2012.


Na prática, a teoria é mais interessante


Cristiane Nascimento

A empresa tinha um problema: o excesso de telefonemas de clientes que congestionava linhas telefônicas, até mesmo de áreas não ligadas àquele tipo de atendimento. Parecia uma questão trivial e os consultores pensaram numa saída simples: modernizar o site, destacando o número correto de telefone.

Estimulados por um consultor sênior, porém, eles decidiram sair a campo, na periferia de São Paulo, e investigar mais a fundo a situação. Perceberam que o problema não era de comunicação, e sim de planejamento da produção.

Unidades que atendiam grandes clientes recebiam muito mais produtos que as reservadas a clientes cujas compras eram pequenas - mas, somadas, davam grandes volumes. Em vez de mudar o site (muitos comerciantes nem tinham acesso à internet), os consultores sugeriram reforçar a distribuição para pequenos clientes e enviar equipes para registrar pedidos diretamente, sem a necessidade de usar o telefone.

A descoberta que surpreendeu a própria contratante não foi feita por nenhuma consultoria renomada, mas por alunos do 6.º semestre de Administração de Empresas do Insper, que conseguiram aplicar na prática conceitos aprendidos na disciplina Resolução Eficaz de Problemas (REP). Criada em 2011, a REP já contou com a parceria de 28 grandes companhias, muitas delas multinacionais, para apresentar a 240 estudantes o modelo de aprendizado baseado em projetos, uma das tendências inovadoras da educação em nível mundial.

A premissa do aprendizado baseado em projetos é a de que não adianta despejar só teoria na cabeça dos estudantes e depois lançá-los no mercado. A apreensão do conteúdo é muito mais eficaz quando parte de situações concretas.

No caso do REP, um dos maiores aprendizados dos alunos é separar causas de sintomas, acredita Carolina da Costa, diretora acadêmica de Graduação do Insper e responsável pelo programa. "Muitas vezes a empresa não tem clareza do problema e induz os alunos ao erro", diz. "Eles acabam fazendo uma análise enviesada para apresentar uma solução que atenda ao briefing inicial."

Para evitar que isso ocorra, o REP tem um tutor para cada grupo, formado por cinco estudantes, que passa quatro meses nas empresas parceiras estudando problemas concretos. "São pessoas com mais de 20 anos de experiência, que conhecem armadilhas escondidas na forma como organizações enxergam seus processos", diz Carolina. "Muitas vezes falta visão sistêmica, de uma área perceber o impacto que provoca em outra."

Desafio. Por causa do REP, as alunas Mariana Thomasi, de 24 anos, Camila Muratori e Erica Kim, ambas de 22, tiveram de lidar no segundo semestre do ano passado com um desafio de gente grande: descobrir alternativas para reduzir o tempo de produção de cadeiras de rodas adaptadas pela Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) para pacientes com paralisia parcial do corpo e desvio na coluna. Nesse casos, as cadeiras precisam ser moldadas para cada usuário.

Quando as meninas começaram o trabalho, o tempo de espera entre a primeira consulta e a entrega da cadeira era de 45 dias. Nesse meio tempo, os pacientes tinham de ir pelo menos três vezes à associação para fazer o molde e a prova do assento - isto quando nada dava errado. Hoje o tempo de espera para a fabricação da cadeira é de, em média, oito dias - uma redução de quase 80%.

Hoje há 3.150 pessoas na fila de espera pelo equipamento ortopédico, muitas das quais enfrentam, além das restrições de mobilidade, sérios problemas financeiros. Ainda assim tinham de atravessar a cidade para chegar à unidade da AACD de Moema, na zona sul de São Paulo. "Precisávamos reduzir esse tempo não só por uma questão produtiva, mas também assistencial", diz Pedro Nelson Lacava, superintendente operacional da entidade.

Durante quatro meses, as alunas visitaram a associação semanalmente. Tiveram de lidar com a falta de dados, outra dificuldade comum nos desafios de REP. "Muitas vezes os estudantes têm uma visão ingênua, de que vão sentar numa mesa e receber uma planilha com tudo o que precisam", diz Carolina. "Mas não é assim que o mundo real funciona. Em vários casos eles precisam pegar a prancheta e o cronômetro e ir para a linha de produção para entender o que acontece."

As meninas do Insper entrevistaram gerentes e funcionários da oficina da AACD, pacientes e parentes. Coletaram e tabularam dados. Em seguida, levantaram hipóteses, até chegarem às reais causas da demora.

Falhas no controle e na lógica da produção e a falta de um estoque organizado estavam entre os principais gargalos identificados. Um exemplo era o fato de a distribuição do trabalho na oficina ser excessivamente rígida. Mesmo que um funcionário estivesse sobrecarregado e outro ocioso, o trabalho não era redistribuído.

Na questão do molde, as estudantes descobriram que era possível fazer a primeira e a segunda provas no mesmo dia, desde que o paciente se dispusesse a passar quatro ou cinco horas na AACD. Deficientes e famílias garantiram que essa opção era muito melhor do que manter o intervalo de pelo menos uma semana entre as duas provas. Tanto pela redução dos deslocamentos como pela chance de aproveitar o tempo de espera para usar outros serviços da AACD.

Juntando conhecimentos teóricos de estatística, logística e de operação de sistemas, as alunas sugeriram dois novos modelos de processos produtivos: um no qual a cadeira ficava pronta cinco dias após a primeira consulta e outro, mais agressivo, que permite ao paciente sair com ela no mesmo dia. De acordo com Lacava, problemas operacionais não permitem ainda a entrega do equipamento no mesmo dia. A ideia é adotar esse padrão a partir de 2013.

"Não estávamos trabalhando com um processo de produção qualquer, mas entregando um meio de locomoção a milhares de pacientes", diz Camila. "Acho que isso foi o que mais nos motivou."

Ambev

Inspirada em programas de aprendizagem baseada em projetos, a Ambev, que está entre as parceiras do Insper, criou este ano o Desafio Ambev, aberto a alunos da USP, Mackenzie, FAAP, ESPM, FGV e PUC-SP (as inscrições podem ser feitas até amanhã, nas empresas juniores das instituições). As equipes terão de apresentar soluções para dificuldades reais enfrentadas pela companhia com suas marcas.

"Queremos encontrar jovens que têm criatividade na solução de problemas, que saibam como agiar diante de um", diz Isabela Garbers, gestora de Recrutamento e Seleção da Ambev. Segundo ela, a busca por profissionais com esse perfil é uma necessidade urgente. "Tanto é que cada vez mais faculdades estão aderindo a esse modelo." Todos os membros das equipes vencedoras de cada universidade poderão participar de um processo seletivo para ingressar na Ambev em janeiro.



Fonte: Matéria publicada no Jornal O Estado de São Paulo, 29 de outubro de 2012.


Resolução SE 88, de 29-12-2011 - Dispõe sobre substituições nas classes de Suporte Pedagógico do Quadro do Magistério

Diário Oficial Poder Executivo - Seção I - São Paulo, sexta-feira, 30 de dezembro de 2011 -  página 30
Resolução SE 88, de 29-12-2011
Dispõe sobre os procedimentos relativos às substituições nas classes de Suporte Pedagógico do Quadro do Magistério.
O Secretário da Educação, à vista da necessidade de adequar e normatizar os procedimentos relativos às substituições durante impedimentos legais e temporários de integrantes das classes de Suporte Pedagógico do Quadro do Magistério, na conformidade das disposições do Decreto 53.037, de 28-05-2008, com alterações dadas pelo Decreto 53.161, de 24-06-2008, e pelo Decreto 57.379, de 29-09-2011, resolve:
Artigo 1º - As substituições dos integrantes das classes de Suporte Pedagógico, em seus impedimentos legais e temporários, previstas no artigo 22 da Lei Complementar 444/85, serão assumidas mediante ato de designação de titular de cargo do mesmo Quadro, que atenda os requisitos de habilitação estabelecidos no Anexo III da Lei Complementar 836/97, observados os termos da presente resolução.
§ 1º -
As disposições desta resolução aplicam-se também ao exercício das atribuições de cargo vago, bem como de função retribuída mediante pro labore, neste caso exclusivamente para a classe de Diretor de Escola, até a criação ou a classificação de cargo correspondente.
§ 2º -
Somente poderá haver atribuição de vaga em substituição se o impedimento do substituído for por período maior ou igual a 90 dias.
§ 3º -
Na composição do período de 90 dias de afastamento do substituído, não poderão ser somados períodos de impedimentos diversos, mesmo que sem interrupção, nem de impedimentos de mesmo teor, mas de prazos distintos, em especial quando se tratar de licença-saúde, pela imprevisibilidade de sua concessão e manutenção.
Artigo 2º - No impedimento do Diretor de Escola, por período inferior a 90 dias, a direção será assumida por escala, obrigatoriamente pelo Vice-Diretor de Escola.
§ 1º -
Caberá substituição ao Vice-Diretor de Escola, quando ocorrer a situação prevista no caput deste artigo ou nos seus próprios impedimentos legais, sendo designado outro docente, como Vice-Diretor substituto, observadas as disposições do Decreto 43.409, de 26-08-1998, alterado pelo Decreto 57.670, de 22-12-2011, e desde que o período da substituição seja igual ou superior a 30 dias.
§ 2º -
Durante o impedimento de que trata o caput deste artigo e na inexistência de Vice-Diretor de Escola ou em seu impedimento legal, a direção da unidade escolar será assumida por docente titular de cargo efetivo, devidamente habilitado e integrante da escala de substituição do Diretor de Escola.
Artigo 3º - Para concorrer a atribuições de vagas, em substituição ou em cargo vago/função em pro labore, das classes de Suporte Pedagógico, nos termos desta resolução, os titulares de cargo do Quadro do Magistério poderão se inscrever nas Diretorias de Ensino, durante o período referente aos 10 primeiros dias úteis do mês de agosto de cada ano.
§ 1º -
No ato da inscrição, o candidato deverá apresentar os documentos pertinentes, inclusive o Anexo I e/ou o Anexo II, que integra(m) esta resolução, devidamente preenchido(s) e assinado(s) por seu superior imediato.
§ 2º -
A inscrição realizada terá validade até o início do período de inscrições do ano subsequente.
§ 3º -
O inscrito nos termos desta resolução deverá apresentar, em cada sessão de atribuição da qual participe, termo de anuência expedido pelo superior imediato, com data atualizada, cuja validade abrangerá apenas o período de vigência da designação.
Artigo 4º - A Diretoria de Ensino deverá:
I -
cientificar os inscritos das possíveis formas de divulgação das sessões de atribuição de vagas, em substituição ou em cargo vago/função em pro labore, que virá a realizar, entre as quais se inclui a divulgação por publicação no Diário Oficial do Estado e/ou em site próprio (Internet);
II –
comunicar aos inscritos, por meio do Diário Oficial e/ou do seu site, com no mínimo 2 dias úteis de antecedência, a data e o horário da sessão que será realizada, bem como o número de vagas a serem atribuídas;
III -
realizar a sessão de atribuição das vagas divulgadas, no prazo de até 3 dias úteis, após a comunicação de que trata o inciso anterior, preferencialmente na primeira hora do expediente, a fim de garantir a imediata assunção de exercício, viabilizando as designações dos candidatos contemplados a partir da mesma data;
IV –
assegurar a realização da sessão de atribuição no horário divulgado, observando que qualquer eventual atraso
no início da sessão não beneficiará candidato(s) retardatário(s);
V –
vedar a participação, na sessão de atribuição, de candidato que não atender, na íntegra, o disposto no § 3º do artigo anterior.
Artigo 5º - A classificação dos candidatos inscritos dar-se-á por situação funcional, títulos e tempo de serviço, na seguinte conformidade:
I -
Classificação para atribuição na classe de Diretor de Escola
a)
Quanto à situação funcional:
a.1)
Faixa I - titulares de cargo de Diretor de Escola;
a.2)
Faixa II - docentes portadores de certificado de aprovação em concurso público de provas e títulos, promovido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, para preenchimento de cargos de Diretor de Escola, dentro do prazo de validade do concurso;
a.3)
Faixa III - demais docentes titulares de cargo.
b)
Quanto aos títulos:
b.1)
5 pontos por certificado de aprovação em concurso público, promovido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, para preenchimento de cargos de Diretor de Escola, excluídos, na Faixa I, o certificado do cargo de que é titular e, na Faixa II, o relativo à própria classificação nesta faixa;
b.2)
3 pontos por certificado de aprovação em concurso público, promovido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, para preenchimento de cargos de Supervisor de Ensino.
c)
Quanto ao tempo de serviço como Diretor de Escola: 0,004 por dia, até 20 pontos.
II -
Classificação para atribuição na classe de Supervisor de Ensino
a)
Quanto à situação funcional:
a.1)
Faixa I - titulares de cargo de Supervisor de Ensino;
a.2)
Faixa II - titulares de cargo de Diretor de Escola – com certificado de aprovação em concurso público, promovido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, para preenchimento de cargos de Supervisor de Ensino, dentro do prazo de validade do concurso;
a.3)
Faixa III - docentes titulares de cargo - com certificado de aprovação em concurso público, promovido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, para preenchimento de cargos de Supervisor de Ensino, dentro do prazo de validade do concurso;
a.4)
Faixa IV - demais Diretores de Escola titulares de cargo.
b)
Quanto aos títulos:
b.1)
3 pontos por certificado de aprovação em concurso público, promovido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, para preenchimento de cargos de Diretor de Escola,
excluído, nas Faixas II e IV, o certificado relativo ao cargo de que é titular;
b.2)
5 pontos por certificado de aprovação em concurso público promovido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, para preenchimento de cargos de Supervisor de Ensino, excluídos, na Faixa I, o certificado do cargo de que é titular e, nas Faixas II e III, o relativo à própria classificação nestas faixas.
c)
Quanto ao tempo de serviço como Supervisor de Ensino:
0,004 por dia, até 20 pontos.
§ 1º -
O tempo de serviço a ser considerado para fins da classificação, de que trata este artigo, é apenas o exclusivamente prestado no Quadro do Magistério desta Secretaria da Educação.
§ 2º -
O tempo de serviço trabalhado como Delegado de Ensino/Dirigente Regional de Ensino será considerado como tempo de cargo, com relação ao próprio cargo do candidato inscrito,  e também como tempo de serviço de Supervisor de Ensino em situação de designação, no cômputo previsto na alínea "c" do inciso II deste artigo.
§ 3º -
Quando ocorrer empate na classificação dos inscritos de qualquer das classes, o desempate dar-se-á pelo maior tempo de serviço no magistério público estadual.
§ 4º -
Para fins da contagem de tempo de serviço, nos termos desta resolução, deverão ser utilizados os mesmos critérios e deduções que se aplicam à concessão de Adicional por Tempo de Serviço (ATS).
§ 5º -
A data-limite da contagem de tempo de que trata o parágrafo anterior será sempre o dia 30 de junho do ano da inscrição,
§ 6º -
Para fins de verificação da possibilidade de inscrição do candidato, as faltas de que trata o inciso III do artigo 7º do Decreto 53.037/2008, com redação alterada pelo Decreto 57.379/2011, deverão ser apuradas no ano civil imediatamente precedente ao da Inscrição.
§ 7º
- Após 3 dias úteis, contados a partir do encerramento do período de inscrições, a classificação dos inscritos deverá ser divulgada pela Diretoria de Ensino, afixando-se a relação dos candidatos, com as respectivas pontuações, em local visível e de livre acesso.
§ 8º -
Caberá recurso do candidato ao Dirigente Regional de Ensino, a ser interposto no prazo de 2 dias úteis, contados da data da divulgação da classificação, tendo a autoridade recorrida igual prazo para decisão.
Artigo 6º - Encerrados os períodos de inscrição, da classificação dos inscritos e da decisão dos recursos, o órgão setorial de recursos humanos fixará e divulgará, mediante publicação no Diário Oficial do Estado, a data para a primeira sessão de atribuição de vagas, a se realizar concomitantemente em todas as Diretorias de Ensino.
Artigo 7º - Ficam expressamente vedadas a atribuição de vaga e sua respectiva designação:
I -
ao candidato que, na data da atribuição, se encontre afastado a qualquer título;
II -
ao Diretor de Escola, em unidade escolar que seja do mesmo município e da mesma Diretoria de Ensino de seu órgão de classificação;
III -
por procuração de qualquer espécie;
IV -
ao candidato que se enquadre em qualquer das situações previstas nos artigos 7º e 18 do Decreto 53.037/2008, alterado pelo Decreto 53.161/2008 e pelo Decreto 57.379/2011.
Artigo 8º - Ao candidato que se encontrar em regime de acumulação remunerada de cargos ou de cargo/função, deverá ser observado que:
I -
no caso de acumulação de dois cargos docentes, sendo designado por um deles, o candidato deverá permanecer no exercício do outro cargo;
II -
na hipótese de acumular um cargo docente e outro de suporte pedagógico, o candidato será designado pelo cargo
de suporte pedagógico, devendo permanecer no exercício do cargo docente;
III –
a acumulação de cargo/função docente com as atribuições da designação em classe de suporte pedagógico somente poderá ocorrer se forem distintos os respectivos locais (unidades/órgãos) de atuação funcional;
IV –
o somatório das cargas horárias relativas ao cargo/função docente e ao exercício da designação, quando ambos forem no âmbito desta Secretaria de Estado da Educação, não poderá exceder o limite de 64 (sessenta e quatro) horas semanais.
Parágrafo único -
Para qualquer situação de acumulação, de que trata este artigo, deverá haver publicação de novo ato decisório, que poderá ocorrer após o início de exercício da designação.
Artigo 9º - Quando ocorrer ingresso ou remoção de Supervisor de Ensino, deverá ser observada a ordem inversa à da classificação dos inscritos, a fim de se proceder à cessação das designações em cargo vago, em número suficiente para viabilizar o exercício aos ingressantes ou aos removidos.
Parágrafo único -
O servidor, cuja designação em cargo vago tenha sido cessada no evento, poderá pleitear nova designação em vaga que decorrerá da cessação, pela ordem inversa à da classificação dos designados em substituição, desde que:
1 –
o servidor tenha classificação superior à do substituto cuja designação será cessada;
2 -
o saldo do período dessa substituição seja igual ou superior a 90 dias;
3 –
a nova designação se efetue no prazo máximo de até 3 dias úteis, contados da data de cessação da designação em cargo vago, não podendo, neste momento, o servidor se encontrar em qualquer tipo de licença ou afastamento.
Artigo 10 - O substituto que se ausentar por mais de 15 dias terá cessada a substituição ao início deste afastamento, exceto quando se tratar de férias.
Artigo 11 - O integrante do Quadro do Magistério, quando exercer substituição ou responder pelas atribuições de cargo vago ou de função retribuída mediante pro labore, em unidade diversa à de sua classificação, não fará jus à percepção de ajuda de custo, diárias ou trânsito, conforme dispõe o artigo 11 do Decreto 24.948/1986.
Artigo 12 - O designado nos termos desta resolução não poderá desistir da designação para concorrer à nova atribuição, no mesmo ou em qualquer outro órgão/unidade.
Parágrafo único -
A desistência, por qualquer outro motivo, deverá ser feita de próprio punho pelo designado, declarando estar ciente do disposto no artigo 7º, caput e inciso II, do Decreto 53.037/2008, alterado pelo Decreto 57.379/2011.
Artigo 13 - Compete ao Dirigente Regional de Ensino a designação do integrante do Quadro do Magistério, bem como a sua cessação, em especial quando o mesmo não corresponder às atribuições do cargo ou descumprir normas legais, ficando vedada sua designação para quaisquer outras atribuições nos termos desta resolução, em observância ao dispositivo legal citado no artigo anterior.
Parágrafo único -
A cessação na situação especial de que trata este artigo deverá ser precedida de relatório do Dirigente Regional de Ensino com justificativa que comprove o desempenho incompatível com a função.
Artigo 14 – Sempre que ocorrer qualquer tipo de alteração do motivo de uma designação, quer seja na mudança de impedimento ou de seu prazo, nas situações de substituição, ou na passagem de substituição para vacância ou, ainda, na troca do titular substituído, com ou sem interrupção, a designação deverá ser cessada de imediato, sendo a vaga correspondente colocada em edital para nova atribuição, na conformidade do disposto no artigo 4º desta resolução.
Parágrafo único – Excetuam-se da aplicação do disposto neste artigo as designações em substituição a Diretores de Escola que se encontrem afastados junto aos convênios de municipalização do ensino, cujos substitutos poderão permanecer nas designações, nas situações em que os afastamento dos titulares sejam prorrogados por período igual ou superior a 90 dias.
Artigo 15 - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário e, em especial, a Resolução SE 57, de 1º de agosto de 2008.
ANEXO I
Inscrição para a classe de Diretor de Escola
Nome:_______________________________________ RG _________________ DI: ___
Cargo:_______________________________________
RS:____________________________ PV:_____
Órgão de Classificação:
EE ________________________________________
Diretoria de Ensino - Região____________________
Acumula cargos? ____ (S/N)
Outro cargo/função:__________________________
Órgão de vinculação do outro cargo/função:_____________ (SEE /Estadual/Municipal/Federal)
Classe: DIRETOR DE ESCOLA FAIXA:_____________
Títulos: Certificados de aprovação em concurso público da SEE Pontos:
Diretor de Escola (exceto o do cargo e o relativo à FaixaII): 5,0 pts. (A)
Supervisor de Ensino: 3,0 pts. (B)
Tempo de Serviço em direção de escola (dias): Pontos:
Total de Pontos:
DESEMPATE: Tempo de serviço no Magistério Público Estadual (dias):
Observações: Ocorrência(s) de cessação de designação na vigência desta inscrição:
a pedido, em ___/___/_____, na classe de:_________ a critério da Administração,
em ___/___/_____, na classe  de:________________________;
___/____/______ _____________________________
_______________________________________
(data) (carimbo e assinatura do superior imediato)

ANEXO II
Inscrição para a classe de Supervisor de Ensino
Nome:_______________________________________
RG ____________________ DI: ___
Cargo:_______________________________________
RS:____________________________ PV:_____
Órgão de Classificação:
Diretoria de Ensino - Região_______________________
Acumula cargos? ____ (S/N) Outro
cargo/função:________________________________
Órgão de vinculação do outro cargo/função:__________ (SEE /Estadual/Municipal/Federal)
Classe: SUPERVISOR DE ENSINO FAIXA:_____________
Títulos: Certificados de aprovação em concurso público da SEE Pontos:
Diretor de Escola (exceto o do cargo, nas Faixa II e IV): 3,0 pts. (A)
Supervisor de Ensino (exceto o do cargo e o das Faixas II e III):5,0 pts. (B)
Tempo de Serviço na Supervisão (dias): Pontos:
Total de Pontos:
DESEMPATE: Tempo de serviço no Magistério Público Estadual (dias):
Observações: Ocorrência(s) de cessação de designação na vigência desta inscrição:
a pedido, em ___/___/_____, na classe de:__________
a critério da Administração, em ___/___/_____, na classe
de:________________________
___/____/______ _____________________________
(data) (carimbo e assinatura do superior imediato)


Ciência é aliada na detecção de talentos esportivos precocemente

Por Jornalismo Portal EF


Uso de testes e estatísticas informa qual modalidade esportiva é mais indicada para cada criança.

Talento é algo bastante singular. Essa capacidade típica dos humanos é descrita pelo dicionário Michaelis de língua portuguesa como "agudeza de espírito, disposição natural ou qualidade superior; espírito ilustrado e inteligente, grande capacidade; força física, vigor" e é uma característica que diferencia muitos profissionais em diversas áreas. No caso dos esportes, ter talento pode ser um grande indicativo de sucesso, quando o atleta é levado a um preparo que colabore para o desenvolvimento de sua potencialidade. O avanço da ciência torna-se uma grande aliada na detecção destes talentos e consegue dar indicativos de como treiná-los para que se tornem atletas de alta performance.

Testes físicos e padronizados que medem habilidades variáveis como flexibilidade, força, velocidade etc são empregados para determinar o potencial de um atleta para uma modalidade específica. No caso do ex-atleta de alta performance norte-americano Michael Phelps, por exemplo, os modernos recursos tecnológicos e científicos conseguiram demonstrar que suas características morfológicas, como tamanho de mãos e pés, envergadura de braços, capacidade cardiorrespiratória etc, eram mais do que perfeitas para a prática de natação, sendo apenas uma das justificativas de seu enorme sucesso dentro das piscinas.

Luis Carlos Oliveira, profissional de Educação Física, professor universitário e instrutor de pesquisa do Centro de Estudos e Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs), SP, conta que a detecção de talentos também acontece no Brasil, por meio da Estratégia Z Celafiscs, tese de livre-docência do professor Victor Matsudo, uma das referências sobre o assunto. "Essa estratégia Z leva em consideração as variáveis como aptidão física, composição corporal, velocidade, força, flexibilidade etc para, em uma ferramenta estatística, fazer uma comparação daquele atleta com a média das pessoas com a mesma idade e sexo e, com isso, dar um prognóstico de qual é a potencialidade de uma criança para uma determinada modalidade esportiva", explica.

Atletas de laboratório: o "Z " da questão

O teste é realizado, geralmente, em crianças imaturas sexualmente para poder descobrir precocemente seus talentos, potencializando-os para que aquele indivíduo possa receber o treinamento mais adequado para vir a se tornar um atleta de alta performance. "O trabalho é feito em cima dos princípios do crescimento e desenvolvimento, respeitando a idade ideal para trabalhar cada variedade esportiva e tentando potencializar esse talento", conta Oliveira. Em adultos é possível detectar o potencial, mas pouca coisa consegue ser transformada depois por meio do treinamento - vantagem que a turminha mais nova ainda domina. A maturidade sexual, por determinar a maturidade biológica, acaba sendo preferível à idade cronológica, já que é mais variável entre as crianças.

Outras características pessoais dão indícios de que aquela criança pode ter talento para o esporte. Oliveira conta que a menarca (primeira menstruação) costuma acontecer, em média, entre 12.6 anos nas meninas brasileiras, mas entre mulheres atletas, essa idade é mais tarde, entre 14 e 16 anos. Dessa forma, a menarca tardia pode ser um indicador de que aquela menina tem potencial para ser atleta, dentro das outras variáveis que também devem ser analisadas na Estratégia Z. "A força é uma variável de maturação tardia, que só vai aparecer nas meninas por volta dos 14 anos e, nos meninos, até dois anos mais tarde. Se uma criança apresentar potencial de força precoce, então esse pode ser um outro indicador de que, se trabalhado adequadamente, poderá se desenvolver como atleta", exemplifica o instrutor.

Depois de identificar os indícios de que as variáveis de potência aeróbia, força, velocidade, flexibilidade etc sugerem que aquela criança está acima da média de sua idade, a equipe da Celafiscs, por exemplo, sugere modalidades esportivas que mais têm a ver com a capacidade física daquela pessoa para que o treinador possa criar o melhor treinamento de carga, volume etc adequado àquela idade, para que a criança maximize e desenvolva tais características e possa se tornar um atleta de alta performance no futuro, demonstrando como o uso do "laboratório" pode influenciar a atividade esportiva de uma forma benéfica.

Talento não significa sucesso

Predisposição para ser um bom atleta não garante que aquela criança, ao se desenvolver, vai ser bem-sucedida na carreira esportiva. Sem um treinamento adequado que potencialize e amplie suas habilidades e sem a força de vontade para seguir nesse preparo, o sucesso se distancia.

"Acho importante também não explorar excessivamente o talento esportivo. Se você pega uma criança antes da puberdade, com 12, 13 anos e coloca uma sobrecarga excessiva de treinamento, ela pode sofrer um fenômeno chamado Burnout. Aí, quando chega sua idade de maior potencial de rendimento, entre 18 e 24 anos, ela está estressada, saturada e não aguenta mais treinar porque perdeu o melhor da sua infância e adolescência se dedicando às competições: enquanto os amigos iam pra festa do pijama na sexta à noite, ela estava concentrada para uma disputa no sábado cedo, lidando com a pressão da disputa e dos patrocinadores", defende Luis Carlos Oliveira.

O instrutor destaca que se deve respeitar o ritmo de desenvolvimento natural da criança, já que talento esportivo é resultado dos seguintes aspectos:

- biológico: como é o corpo e a capacidade desse corpo para a realização daquela atividade;
- técnico: tem que ter habilidade motora praquela modalidade;
- psicológico: tem que ter perseverança, resiliência e entender que esporte não é feito só de vitórias;
- ambiente social: família, amigos, técnico, patrocinadores e as expectativas que eles colocam no atleta.

"A carga genética corresponde a 80% de um atleta de alta performance. Somos produtos da interação do gene e do meio ambiente", destaca o instrutor da Celafiscs, que é professor universitário de atletismo, que provoca: "quantos esgrimistas bons temos no Brasil? Quantas crianças tiveram contato com um florete na vida para saber se tem talento pra essa modalidade?".

Dessa forma, se uma criança não tiver contato com determinadas práticas esportivas como o atletismo, por exemplo, não será possível descobrir se ela tem potencial para a corrida. "Não adianta ter potencial genético se não expõe ao ambiente favorável. Assim como não adianta pegar um garoto sem talento e levar pra Jamaica pra treinar com o Hussein Bolt", conta Oliveira.

Detectar esses potenciais atletas de alta performance com o uso de ferramentas científicas é possível e foi algo muito usado na década de 1980, sendo inclusive responsável por talentos como a Hortência (ex-jogadora de basquete) e Vera Mossa (ex-jogadora de vôlei). "Brasileiro gosta de sofisticação, exame de íris e impressão digital. Acha bacana, mas esquece que com fita métrica, cronômetro e balança, consegue fazer a mesma coisa", afirma o instrutor de pesquisas do Celafiscs, que defende que a boa nutrição também é essencial para o talento do futuro atleta. Sem a alimentação adequada, qualquer talento pode ser desperdiçado.




Azeite faz bem ao paladar e à saúde; saiba escolher o melhor produto

Matéria publicada no portal UOL

Imprescindível na salada e delicioso no macarrão, um bom azeite de oliva torna qualquer prato muito mais saboroso.

Mas a estrela das receitas mediterrâneas vai muito além de um precioso tempero, já que especialistas garantem sua ação benéfica para o organismo - o alimento ajuda a prevenir especialmente as doenças cardiovasculares.

Segundo o médico cardiologista Maurício Jordão, do Hospital Samaritano de São Paulo, o azeite é praticamente isento de gordura saturada – aquela que é maléfica para o coração por aumentar os níveis do LDL, que é o "colesterol ruim". Por outro lado, ele é fonte de gordura monoinsaturada que, por sua vez, diminui o LDL e aumenta o HDL – chamado de "colesterol bom".

As variedades de azeite virgem e extravirgem – os mais puros – também apresentam altas concentrações de vitamina E, betacaroteno e polifenóis. E, de acordo com Jordão, é justamente essa associação de compostos que parece ser a responsável pela ação antioxidante e anti-inflamatória do azeite.

A nutricionista Juliana Ruas Dal'Mas, do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo, reforça: "O azeite é rico em poliferóis, que previnem oxidações biológicas, reduzindo a formação de radicais livres. Estes, por sua vez, são muito nocivos à saúde, pois são responsáveis pelo envelhecimento e por doenças degenerativas". Ela ainda destaca mais benefícios: "Ajuda na absorção das vitaminas lipossolúveis e na função imunológica".

Claro que não podemos deixar os cuidados com o coração só por conta das refeições regadas a um bom azeite. "A medida mais efetiva para elevar os níveis de HDL, o colesterol bom, ainda é a prática regular de exercícios físicos aeróbicos", lembra Jordão.

A melhor escolha

A chef e especialista em azeites Alessandra Abud, do Gaeta Masseria, de São Paulo, também ressalta os seus benefícios para a saúde: "Além do já comprovado efeito positivo para o coração, ele ainda tem o poder de retardar o envelhecimento. E mais: há quem diga que reduz os níveis de obesidade". Mas há uma dose diária recomendada: "Use duas colheres de sopa diariamente em suas refeições. Essa é a quantidade indicada pelos especialistas, em geral, e é também o ideal para aromatizar pratos e saladas ao longo de um dia", ensina Abud.

Dal'Mas concorda que esta é a porção diária adequada e, como nutricionista, faz questão de comentar sobre os cuidados com a ingestão: "O azeite é bem-vindo nas refeições, faz bem à saúde e, de fato, está no ranking de alimentos essenciais ao cardápio de quem quer ter uma vida mais saudável. Porém, é preciso controlar o consumo, já que também é calórico. Trata-se de um óleo e possui muitas calorias, como qualquer outro. E o exagero nunca é bom, mesmo no caso de alimentos saudáveis. Assim, mais do que duas colheres de sopa ao dia pode resultar em alguns quilinhos a mais", alerta.

Particularmente, a chef paulistana prefere o azeite extravirgem frutado intenso. "Nas saladas, nos preparos dos pratos e também na hora de servir, é sempre indicado colocar um fio de azeite, o suficiente para conferir sabor e aroma deliciosos".

Na hora da escolha, no entanto, a dona da Gaeta Masseria lembra que cada azeite possui seu grau de acidez e é preciso observar essa informação no rótulo das embalagens. "O extravirgem, por exemplo, não pode passar de 0,8% de acidez". Então, quanto menor o grau, melhor o produto. Hoje em dia já é bem fácil encontrar nas prateleiras dos supermercados azeites de excelente qualidade, a preços competitivos e com grau 0,3% de acidez.

"A origem do azeite também pode ser observada, a fim de garantir a melhor qualidade", explica a chef. "O melhor é adquirir azeites com a denominação de origem protegida (DOP), uma certificação que assegura que o produto é feito sob supervisão e regras definidas para colheita e produção", orienta.
Matéria publicada no portal UOL


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Gene da obesidade reduz risco de depressão, diz estudo

Matéria publicada no site Revista Veja


Mas a diminuição de risco é modesta e não deve fazer muita diferença no dia a dia de uma pessoa, afirmam os pesquisadores.

Pesquisadores da Universidade McMaster, no Canadá, identificaram que o principal gene que predispõe uma pessoa à obesidade também pode ser considerado o "gene da felicidade", já que reduz o risco de ter depressão. A descoberta faz parte de um estudo publicado nesta semana no periódico Molecular Psychiatry.

O estudo se baseou em 17.200 amostras de DNA de pessoas de 21 países diferentes. De acordo com David Meyre, coordenador da pesquisa, seu grupo partiu do pressuposto de que a variação genética ligada à obesidade está, de alguma forma, associada à depressão. A equipe, então, descobriu que tal variante reduz em 8% o risco de depressão. "Essa diminuição de risco é modesta e não deve fazer muita diferença no dia a dia de uma pessoa, mas é uma importante descoberta sobre a base molecular da depressão", afirma Meyre.

Segundo esses autores, essas conclusões desafiam a ideia de que a obesidade e a depressão andam juntas. Eles explicam que muitos acreditam que a obesidade, por causar insatisfação com o próprio corpo e discriminação social, pode levar um indivíduo a sentir-se deprimido, enquanto uma pessoa com depressão, por ter maior predisposição ao sedentarismo e a uma má alimentação, pode se tornar obesa.

Fator genético — Embora a epidemia de obesidade que o mundo vive hoje seja muito atribuída a fatores ambientais, como a alimentação e o estilo de vida da população, diversos estudos sugerem que a tendência ao excesso de peso também está associada a fatores genéticos. O principal identificado até agora é uma variação do gene FTO (do inglês 'fat-obesity', ou 'gordura e obesidade'). Segundo estudos anteriores, embora a variante aumente o risco de um indivíduo se tornar obeso, seus efeitos podem ser atenuados com a prática de atividade física.


Matéria publicada no site Revista Veja


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Implantes hormonais são usados para perder peso e ganhar músculos

Mais de um milhão de implantes hormonais foram realizados no Brasil em 2011, de acordo com o endocrinologista Elsimar Coutinho, precursor da técnica. A expectativa para o final de 2012 é aumentar este número em 20%.

O objetivo da maioria dos interessados na técnica são fins estéticos, como emagrecimento, diminuição de celulites, ganho de massa muscular, pele mais enrijecida, entre outros. Porém, os efeitos colaterais são o que mais preocupa. O tratamento pode causar perda de cabelo, alteração de libido e até mudança na voz.

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo alerta sobre efeitos colaterais e a sociedade dos endocrinologistas diz não haver estudos concisos sobre a eficácia. Os implantes são realizados através de um tubinho de silicone com três centímetros de comprimento por um milímetro de diâmetro. Dentro do tubo estão diversos hormônios receitados pelos médicos que o prescrevem. É como uma espécie de injeção, que necessita de anestesia local.

O cálculo da dose depende da massa corporal, idade, hábitos, entre outros. Elcometrina é um dos mais usados no mercado e tem durabilidade de seis meses. O implante à base de progesterona, além de bloquear a menstruação é capaz de reduzir a TPM, cólicas, enxaquecas e risco de endometriose. O custo de um implante varia entre R$ 700 a R$ 3.000.
Por Jornalismo Portal EF


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UnBHoje - 6 a 12 de novembro de 2020 (Universidade de Brasília)

  06 A 12 DE NOVEMBRO 2020 ANO 35 Nº 6212 ...