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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A Batalha de Cingapura Generais em Guerra




Publicado em 06/08/2012 por

 
A Batalha de Cingapura

Em 1941, os ingleses subestimam completamente a habilidade de combate dos japoneses. Isto até o Japão lançar um ataque surpresa contra a Singapura, a pequena jóia da coroa do Império Britânico. Arthur Percival é o general britânico encarregado da defesa das ricas colônias da Malásia e Singapura. O general Tomoyuki Yamashita -- o Tigre da Malásia -- comanda o ataque para expulsá-lo. Os japoneses estão em menor número desde o início, mas com a ajuda de um blefe, velocidade e bicicletas, eles afugentam os ingleses, dando um golpe no coração do Império Britânico no Oriente.


Fonte: Filme no Youtube - Canal do r



Os gols de Millonarios 3 x 0 Palmeiras | 23/10/2012 | Oitavas Copa Sul-Americana 2012



Publicado em 23/10/2012 por
 

Tabela do Brasileirão: http://on.fb.me/M4y2ZI

 

FICHA TÉCNICA

MILLONARIOS (COL) 3 x 0 PALMEIRAS


Local:
Estádio El Campín, em Bogotá (COL)
Data/Hora: 23/10/2012 - 22h45 (de Brasília)
Árbitro: Victor Carrillo (Fifa/PER)
Assistentes: Cesar Escano (Fifa-PER) e Raúl Lopes Cruz (Fifa-PER)
Renda/Público: Não disponíveis

Cartões Amarelos: Torres, Vásquez (MIL); Patrik, Luan, Betinho (PAL)
Cartões Vermelhos: Betinho (PAL)

Gols: Ortíz, aos 34'/2°T (1-0); Rentería, aos 15/2°T (2-0); Ochoa, aos 31'/2°T (3-0)

MILLONARIOS:
Delgado; Ochoa, Torres, Franco e Martínez; Ramírez, Otálvaro (Robayo - 46'/2°T), Ortíz e Candelo (Blanco - 37'/2°T); Rentería e Cosme (Vásquez - 21'/2°T). Técnico: Hernán Torres.

PALMEIRAS:
Bruno; Artur, Thiago Heleno, Leandro Amaro e Juninho; Márcio Araújo, Patrik (Betinho - 33'/2°T), Tiago Real e Daniel Carvalho (Obina - 8'/2°T); Mazinho (Luan - Intervalo) e Barcos. 
Técnico: Gilson Kleina.

 
Assista aos jogos na internet Gratis: http://on.fb.me/NofdF5

 

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Fonte: Vídeo No Youtube - Canal do





Internacional 2 x 1 Palmeiras, Brasileirão 2012 - (33° Rodada) 27/10/2012






FICHA TÉCNICA

INTERNACIONAL 2 X 1 PALMEIRAS

Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS) Data: 27 de outubro de 2012, sábado Horário: 16h20 (de Brasília) Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (Fifa-AL) Assistentes: Rodrigo Pereira Joia (Fifa-RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ) Assistentes adicionais: Celio Amorim e Evandro Tiago Bender (ambos de SC) Cartões amarelos: Josimar, Fred, Muriel, Forlán e D’Alessandro (Inter); Mauricio Ramos e Henrique (Palmeiras)
Gols:
INTERNACIONAL: Fred, aos 34 minutos do primeiro tempo; Rafael Moura, aos nove minutos do segundo tempo
PALMEIRAS: Luan, aos 21 minutos do primeiro tempo

INTERNACIONAL: Muriel; Nei (Elton), Rodrigo Moledo, Índio e Kleber (Fabrício); Josimar, Guiñazu, Fred e D’Alessandro; Forlán e Rafael Moura
Técnico: Fernandão

PALMEIRAS: Bruno; Artur, Mauricio Ramos, Henrique e Leandro (Juninho); João Denoni, Marcos Assunção, Wesley (Maikon Leite) e Patrick Vieira; Luan (Obina) e Barcos Técnico: Gilson Kleina


Verdão entra com pedido para anulação da partida contra o Internacional-RS


 
Fonte da Ficha Técnica e links das Reportagens: Gazeta Esportiva


Fonte do Vídeo no Youtube - Canal do





Futuro da oposição é tema de debate no TV Folha; assista



Publicado em 28/10/2012 por
 

Fonte: Vídeo da TV Folha de SP Hd no Youtube - Canal da

http://youtu.be/vBjdK4rEbjw







Vitória de Haddad representa vitória pessoal de Lula - (TV Folha de SP HD)



Publicado em 28/10/2012 por

Fonte: Vídeo da TV Folha de SP HD no Youtube - Canal da


http://youtu.be/q6OIXrb5l98










Boletim Aparecido Inácio e Pereira - Advogados Associados - 29/10/2012




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Ainda que tenha havido o encerramento das atividades da empresa, o empregador responde integralmente pelos salários do período da estabilidade acidentária prevista no artigo 118 da Lei 8.213/91 em relação ao empregado que sofreu acidente do trabalho. 

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A 6ª Câmara do TRT da 15ª Região deu provimento em parte a recurso de um trabalhador para acrescer à condenação já sofrida pela reclamada na 1ª instância diversas verbas rescisórias que o reclamante alegou não ter recebido quando do encerramento do vínculo empregatício, embora tenha assinado termo de rescisão de contrato de trabalho, datado de 13/02/2008. O autor apontou, inclusive, casos semelhantes em outras reclamações ajuizadas contra o empregador. 

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Professores efetivos: prorrogado período de inscrição para atribuição de aulas

http://www.educacao.sp.gov.br/a2sitebox/uploads/images/20120925_headers_template_620_08.gif 
Os educadores efetivos da rede estadual de ensino paulista têm até às 18h de quarta-feira (31) para confirmarem a inscrição no Processo de Atribuição de Aulas 2013. 
A confirmação deve ser feita pelo GDAE.

O cadastramento para a atribuição, prevista para acontecer em janeiro de 2013, é destinado aos docentes concursados que lecionam em escolas de Ensinos Fundamental e Médio.


Todas as informações sobre o processo podem ser consultadas na portaria de Atribuição de Aulas e Classes. Confira e não perca o prazo!





 

Evasão nas aulas de Educação Física Escolar

Falta de participación en las clases de Educación Física Escolar

 Universidade Estácio de Sá (Brasil)   

Prof. Cândido Leonardo Freitas Luna
Prof. Francisco Wellington Cândido Silva
Prof. Gabriel Pagani Andrade
Prof. Dr. José Antonio Vianna
javianna@hotmail.com



Resumo

          O propósito desta investigação foi observar os motivos que levam alunos do ensino médio de escolas públicas e de escolas privadas, a não participação nas aulas de educação física escolar. Foram entrevistados 27 alunos de ambos os sexos com a média de idade de 20,1 anos. Doze estudantes de escolas públicas e 15 de escolas privadas cursando o ensino médio no município do Rio de Janeiro responderam ao questionário semi-estruturado elaborado especialmente para esta pesquisa. Fez-se uso de uma estatística descritiva e análise qualitativa dos dados. Avaliou-se os motivos que levam os alunos a não participarem das aulas de educação física escolar e como os alunos avaliam as aulas de suas escolas. A partir destas informações realizou-se a comparação das respostas dos alunos de escolas públicas e privadas e levantou-se também as opiniões do que seria necessário para que uma aula de educação física seja melhor. Tanto os alunos investigados das escolas públicas quanto das escolas privadas não se sentiam motivados a participarem das aulas de educação física. Os sujeitos achavam as atividades pouco interessantes e não percebiam a importãncia da educação física para a sua vida presente ou futura. O que se conclui é que as atividades corporais na escola ainda são percebidas pelos alunos que não participam das aulas regulares, como uma prática sem importância para a sua formação.

          Unitermos: Educação Física Escolar. Evasão. Ensino Médio.


Abstract


          The purpose of this research was to observe the reasons why high school students from public and private schools do not attend gym classes at school. We interviewed 27 students of both genders whose average age was 20.1 years-old, being 12 students from public schools and 15 from private schools attending high school in Rio de Janeiro. It was used a semi-structured questionnaire laid out especially for this research. Statistical description and qualitative analysis of the data were performed. It was evaluated the reasons why students fail to attend gym classes at school and their evaluation of school classes. The answers given by public and private school students were compared and it was asked what they thought was needed to make gym classes better. Students both from public and private schools do not feel motivated to participate in gym classes. Students find the activities unattractive and do not realize its importance for their present and future life. What was observed is that physical activities at school are still perceived as an inconsequential practice in the training of students.

          Keywords: Gym Classes. Absenteeism. High School.


Artigo baseado no Trabalho de Conclusão de Curso apresentado na Universidade Estácio de Sá em dez / 2008

http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 14 - Nº 134 - Julio de 2009

 


Introdução

    Percebe-se a cada ano o crescente número de alunos que optam pela não realização da atividade física escolar, seja em escolas públicas ou da iniciativa privada.

    Existe a idéia de que algumas escolas particulares e públicas consideradas de excelência nas demais disciplinas ministradas pelas instituições citadas também são contempladas com aulas de educação física de excelência, que proporcionam aos alunos de ambos os sexos uma cultura corporal de movimento e atividades físicas com objetivos voltados ao lazer, saúde, bem estar e socialização, permitindo um maior interesse em praticar as aulas de educação física durante e após a escola.

    Embora os Parâmetros Curriculares Nacionais coloquem como prioridade no ensino médio a formação geral dos educando, com o intuito de estimular a pesquisa, a busca, a análise e a seleção de informações, para que o indivíduo possa assumir uma postura ativa na prática das atividades físicas, pelo desenvolvimento de sua consciência quanto a importância de uma vida ativa e saudável no exercício pleno da cidadania – PCNs (BRASIL, 2006), nos últimos anos, tem-se observado que o número de alunos que se desobrigam da freqüência às aulas de educação física escolar tem aumentado, caracterizando assim, um visível desinteresse pela disciplina. Assim, a não participação nas aulas de educação física no ensino médio, pode comprometer os propósitos educacionais.

    Desta forma, nesta investigação, observou-se os motivos que levam alunos do ensino médio de duas escolas públicas e de duas escolas privadas, de ambos os sexos, a não participação nas aulas de educação física escolar.



Objetivos

    Verificar as expectativas dos alunos quanto a qualidade das aulas de educação física escolar;

    Identificar o nível de interesse dos alunos pelas atividades de aula;

    Verificar quais fatores podem interferir na motivação dos alunos;

    Comparar as representações sociais de alunos de escolas privadas e de escolas públicas.

 

Justificativa

    A participação decrescente dos alunos do ensino básico tem sido alvo de preocupação de professores e investigadores interessados neste fenômeno. A participação de todos os envolvidos no processo de ensino aprendizagem é uma condição para a formação para a cidadania e a inclusão social. Assim, compreender a não participação nas aulas mostra-se fundamental para melhoria do processo de ensino aprendizagem da educação física escolar, o que pode promover uma melhor adesão dos alunos nas aulas.

    O presente estudo pretende contribuir para melhoria da compreensão do fenômeno da não participação nas aulas de educação física de alunos do ensino médio, através da confrontação das representações sociais de alunos de escolas públicas com as de alunos de escolas particulares.



Contexto teórico


    A não participação dos alunos de ensino médio nas aulas de educação física curricular pode ser reflexo de fatores que se inter relacionam, como idade, horários, classe social, gênero, estrutura da escola, classe social, educação familiar e etc. tendo como conseqüência alunos que gostam de participar das aulas e aqueles que preferem não participar.

    Segundo Almeida (2007) os procedimentos didáticos pedagógicos do professor também influenciam na qualidade das aulas e, conseqüêntemente, na motivação dos alunos. O professor que leva a sério o que faz e que alia a sua competência técnica ao compromisso de ensinar, desperta a criatividade e conduz os alunos a reflexão através do lúdico, pode não ter alunos desinteressados ou desanimados. Ao adotar estes procedimentos, o professor leva grande vantagem sobre as outras disciplinas escolares, pois a Educação Física, por si só é uma prática motivadora e que permite abordar uma grande variedade de temas e assuntos relacionados na maioria das disciplinas existentes no currículo de uma instituição, podendo promover um ensino mais desafiador e interessante para os alunos e professores.

    Outro fator que pode ser destacado como principal origem das dificuldades ou desinteresse na educação física escolar, são os conteúdos realizados nas aulas, principalmente relacionado aos esportes. Assim como os conteúdos, as metodologias adotadas pelos professores que privilegiam apenas o esporte durante as aulas e toda a vivência escolar das crianças e adolescentes, sendo utilizado de forma rotineira e inadequada no ensino fundamental e no ensino médio, em que os alunos praticam as mesmas atividades, muitas vezes sem um planejamento adequado realizados pelos professores nas aulas, parece ter como conseqüência a evasão nas aulas de educação física.

        “assim como o fracasso escolar leva ao abandono da escola, o fracasso esportivo, a não obtenção do desempenho esperado ou desejado e custos psicológicos ou fisiológicos altos, pode levar ao abandono da prática de atividades físicas na escola.”( VIANNA e LOVISOLO, 2005, p. 487)

    Para Marzinek e Neto (2007) os esportes no ensino fundamental são atividades atraentes e criativas se bem empregadas, mas para os alunos do ensino médio não há um interesse em aulas relacionadas ao esporte em geral ou a conteúdos voltados para um determinado esporte, tais como fundamentos, regras e etc.. Segundo os autores não existe interesse em praticar o esporte como um conteúdo sistematizado. Os alunos só querem jogar como recreação, sem maiores compromissos, talvez pelo desgaste em suas vivências nos anos anteriores.

    Conforme Oliveira (2005) o esporte na escola acaba sendo uma atividade reprodutiva, levando a um acomodamento e não a participação e curiosidade efetiva dos alunos nas aulas de educação física. Para o autor, o esporte favorece um espírito de grande competitividade, priorizando os mais habilidosos ou aptos e excluindo os menos habilidosos ou inaptos, tendo como conseqüência o individualismo e a exclusão que resulta numa forma de impedir o desenvolvimento de valores coletivos, sendo o principal objetivo das aulas apenas o desempenho. Dessa maneira, em lugar da criação ocorre o desinteresse dos praticantes e a obediência cega as regras, o que pode gerar desinteresse e alienação.

    É freqüente observar alunos que só participam das aulas se o conteúdo for algo que lhes agradem, nesse sentido, ninguém melhor do que os próprios estudantes para responderem como gostariam que fossem as aulas de educação física.

        “os alunos até gostam da educação física, porém não compreendem de forma mais profunda. Talvez esse posicionamento seja reflexo da própria postura indecisa dos professores, pois estes não vêem tal componente curricular com possibilidades de mudanças de comportamento e possibilidades de crescimento pessoal e social. Alunos e professores precisam se conscientizar de seus papéis dentro da escola, com a finalidade de atingir focos mais importantes (criação, criticidade, transformação, discussão) que a simples transmissão e reprodução de conhecimentos.”(PEREIRA e MOREIRA, 2005, p. 121)

    Estudo de Staviski e Cruz (2008) indicam que os alunos reclamam uma maior participação e autonomia na escolha dos conteúdos, sendo que o reflexo disto poderia ser uma aula desorganizada e sem controle para o professor, na qual cada um faria o que bem desejasse.

    A desmotivação leva estudantes preferirem muitas vezes ficar sem fazer nada ou estudar para outras disciplinas em vez de participarem das aulas.

    Desta maneira, mesmo em algumas instituições que adotam o planejamento participativo, nas quais os alunos têm maior participação nas escolhas dos conteúdos, é comum encontrar aqueles que apresentam considerável resistência e preferem não participar das aulas.

    Mesmo nas atividades de estágio supervisionado, na pouca convivência com alguns alunos nas aulas de educação física escolar, os adolescentes comentavam da importância dos conteúdos não serem pautados apenas nos jogos esportivos e nos exercícios físicos sem fins educativos. Esta argumentação revela a característica do estudante do ensino médio ser um sujeito mais crítico e contestador, buscando uma educação de qualidade e que proporcione os interesses de sua formação. Neste nível de ensino os alunos parecem diferenciar um professor qualificado e motivado de outros professores que mesmo com mais experiência e tempo de prática encontram-se sem motivação, não percebendo a necessidade de refletir, escrever ou montar um plano de aula – quando os conteúdos e as atividades acabam se repetindo no decorrer das aulas realizadas.

    Este posicionamento dos alunos pode ser uma crítica construtiva, pois os mesmos estariam reivindicando uma mudança de comportamento e metodologia dos professores e a adoção de um componente curricular que traga maior crescimento pessoal e social para os mesmos. Ao que tudo indica, em caso contrário, os adolescentes podem apresentar desmotivação não só nas aulas de educação física escolar, mas também a desenvolverem um desinteresse nas práticas corporais fora de ambiente escolar pelo resto de suas vidas.

    Darido (2005) fortalece o tema, falando sobre professores de educação física desatualizados e aulas ultrapassadas, sugerindo que o problema reside em encontrar alternativas para a não exclusão. Assim, a autora recomenda o repensar a prática pedagógica num processo permanente de reflexão-ação, a fim de torná-la permanentemente renovada e acessível a todos.

    Ouriques et al. (2008) destacam a importância de conhecer o público alvo a fim de promover maior adesão e permanência nas atividades praticadas pelos adolescentes. Partindo deste princípio, os professores devem inserir atividades que proporcionem prazer e os conteúdos respeitem os interesses de proporcionar a inclusão de adolescentes nas atividades físicas, o que facilita o processo de ensino-aprendizagem.

    A partir do momento em que os alunos são inseridos em atividades e grupos que lhes proporcione prazer, pode ocorrer a melhoria na motivação. Assim, o prazer nas atividades realizadas pode ser uma ferramenta de inclusão, por estimular a participação.

    Por sua vez, a participação em atividades que proporcionem oportunidades a todas as pessoas, inserido-as e introduzindo-as não apenas como indivíduo, mas com outras pessoas, corresponde a um princípio da inclusão social que pode levar a construção da cidadania, o que corresponde ao ideal de um mundo inclusivo – aquele em que todas as pessoas têm oportunidades de ser e estar inseridas na sociedade de forma participativa (Silveira et al., 2008).

    Oliveira (2006) julga necessário e oportuno propor alternativas de atividades físicas desde o ensino fundamental, para que haja uma maior adesão e à interação dos alunos nas aulas, por meio de atividades em que eles próprios possam criar formas e soluções para os problemas, tendo como mediador, facilitador e transmissor de conhecimentos o professor de educação física. O esporte deixa de ser o único conteúdo das aulas. O mesmo pode ser utilizado de maneira atraente e criativa, juntamente com outros conteúdos e atividades.

    Estudos levantados anteriormente, onde investigou-se as expectativas dos alunos acerca das aulas de educação física escolar, não houve a comparação das opiniões dos alunos das escolas públicas com as representações de alunos de escolas particulares. A fim de contribuir para melhorar a compreensão do fenômeno em pauta, nos propusemos observar a não participação de estudantes do ensino médio nas aulas curriculares em instituições que atendem a populações com perfil sócio econômico diferentes.

    O entendimento das racionalidades dos sujeitos pode contribuir para uma melhor compreensão do processo das aulas de educação física escolar, favorecendo a construção de acordos entre os agentes do processo de ensino aprendizagem (Lovisolo, 1995) que estimule a participação dos alunos.



Metodologia



Tipo de pesquisa


    A fim de investigar o fenômeno da não participação dos alunos nas aulas de educação física escolar do ensino médio, realizou-se uma pesquisa descritiva de caráter qualitativo, combinando a pesquisa bibliográfica com a pesquisa de campo. Thomas e Nelson (2002 p. 280) afirmam que a pesquisa descritiva pode contribuir para a compreensão da prática pedagógica através da “observação, análise e descrição objetivas e completas” do fenômeno.

    Foram selecionados a fazer parte da pesquisa, somente os alunos que não participam das aulas de educação física escolar de ambos os sexos, com média de idade de 20,1 anos, num total de 27 alunos que integram os 1º, 2º e 3º anos do ensino médio. Participaram 15 alunos de 02 (duas) escolas privadas e 12 integrantes de 02 (duas) escolas públicas do município do Rio de Janeiro – RJ. Em relação ao horário de estudo, participaram 20 (vinte) alunos do turno matutino e 07 (sete) do noturno.

    Fizeram parte desse estudo, os alunos que se dispuseram voluntariamente a preencher o questionário contendo 09 (nove) questões abertas e fechadas, sendo que os alunos mairoes de 18 anos realizavam o preenchimento no ato da entrega do questionário e também assinavam um “termo de consentimento” autorizando utilizar suas respostas na pesquisa. E os menores de idade, levavam para casa outro “termo de consentimento” explicando o motivo da participação de seus filhos na pesquisa e, com isso, os responsáveis autorizassem a sua participação para que os alunos pudessem responder ao questionário.

    A coleta de dados foi realizada através de um questionário semi-estruturado contendo 09 (nove) questões, totalizando sete abertas e seis fechadas, construído especificamente para esta pesquisa, destinado a verificar a opinião dos alunos, sobre os motivos que levam a evasão nas aulas de educação física escolar no ensino médio.

    Os dados foram tratados por meio da estatística descritiva, analisados qualitativamente com análise e interpretação dos resultados (Alves-Mazzotti e Gewandsznajder, 1999), com o objetivo de aprender através do discurso dos estudantes questões importantes para este estudo (Thiollent, 1980).



Análise e discussão dos resultados


    Os alunos das escolas particulares observados neste estudo, valorizam mais as atividades físicas apesar de reclamarem de aulas repetitivas e sem aprofundamento dos conteúdos. Já nas escolas públicas os alunos valorizam mais as atividades relacionadas a “formação intelectual”, preocupados em aprofundar conhecimentos necessários ao vestibular, mostrando um grande desinteresse pelas aulas de educação física realizadas em suas escolas.

    A Tabela 1 apresenta as opiniões dos alunos sobre as atividades físicas realizadas nas aulas. A maioria absoluta dos respondentes consideram as atividades pouco interessantes. Três alunos da escola pública relataram que as atividades são interessantes, porém a nove alunos acharam que são desinteressantes. Nas escolas privadas dois alunos relataram que as atividades são interessantes, mas outros 13 respondentes, afirmam desinteresse nas atividades realizadas em suas escolas.



Tabela 1. Nível de interesse pelas atividades de aula

    Apenas dois alunos das escolas privadas responderam que tinham motivação para participar das aulas, outros 25 alunos consideraram-se desmotivados. A desmotivação pode justificar o fato dos estudantes preferirem ficar sem fazer nada ou estudar para outras disciplinas, em vez de participarem das aulas (Staviski e Cruz, 2008).

    Na visão do aluno nº 27 que pertence a uma escola pública, as aulas de educação física não são colocadas no mesmo nível de importância das aulas de outras disciplinas:

        “... acredito que além de serem importantes, possibilitam uma convivência com outros alunos, mas me preoucupa outras matéiras para estudar.”

    Diferente da resposta anterior, o aluno nº 14 de uma escola privada oferece uma outra opção encontrada com certa regularidade no ensino médio:

    “…tenho medo de me machucar, pois sou atleta federado e já pratico esporte”.

    Pode-se observar em ambas as respostas acima, interesses e argumentos diferenciados, mas que levam a mesma problemática: a falta de interesse e a desmotivação, reproduzindo a não participação nas aulas de educação física. Na primeira resposta percebe-se a perspectiva dicotômica que permeia o meio social, com a sobrevalorização intelectual e subvalorização das atividades corporais. Apresenta-se como uma prática comum entre estudantes do ensino médio utilização do tempo de aula de educação físca para estudar para o vestibular e outras disciplinas escolares. O que revela a maior valorização das atividades intelectuais em detrimento de atividades de formação integral, mas que não são percebidas como úteis para o momento do vestibular, que funciona com um marco na vida escolar. As aulas de educação física são consideradas desnecessárias. Assim, apesar de alguns gostarem das aulas, não participam.

    Na segunda, a confirmação de que mesmo sem amparo legal, atletas que cursam o ensino médio são dispensados das aulas. Seria uma boa reflexão saber por que alunos que participam do esporte competitivo não gostam das aulas curriculares. É possível que encontremos argumentos nem sempre presentes na literatura da área. Uma hipótese é de que o esporte competitivo seja para estes sujeitos mais desafiador do que as atividades escolares.


    A argumentação a seguir,

    “… as aulas são sempre repetitivas e não tem nada interessante!” (sujeito nº 7 – escola privada)

    pode ser uma reivindicação dos alunos quanto a alteração de comportamento e metodologia adotados nas aulas (Staviski e Cruz, 2008). Contudo, há de se ponderar que nas investigações com não participantes, estes correspondem a uma quantidade pequena de indivíduos se comparados com aqueles que participam regularmente.

    Nota-se com isso que deve haver uma preocupação com o aprofundamento e ampliação dos dados, para ajudar solucionar o fenômeno da evasão nas aulas de educação física escolar.

    A tabela 2 informa quantitativamente, a avaliação dos alunos das aulas de educação física em suas escolas. Pode-se identificar que os alunos reivindicam uma melhor qualidade na realização das mesmas, o que poderia aumentar o número de participantes nas aulas.
 


Tabela 2. Avaliação das aulas

    A crença popular de que escolas pagas devem ter aulas de melhor qualidade do que as escolas gratuitas não é confirmada nesta investigação, visto que a maioria dos alunos de escolas privadas avaliaram as aulas como regulares ou ruins. No entanto, este mito encontra-se presente nas representações dos alunos de ambos os grupos - quando questionados se existe diferenças nas aulas no ensino público e no privado, dezenove sujeitos (dez de escolas públicas e nove de escolas particulares) responderam que não achavam as aulas semelhantes enquanto oito alunos achavam que sim.



    Informações dadas por alguns alunos ilustram esta situação:

        “ eu não conheço o trabalho de outras escolas, mas com certeza a particular deve ter mais recursos.” (Aluno nº 25 - escola pública);

        “ porque nas escolas públicas os professores não tem materiais, etc, que são necessários para uma boa aula.” (aluno nº 2 - escola privada);

    Nota-se que apesar de ambos os grupos reclamarem de aulas chatas e repetitivas, quando abordamos as semelhanças e diferenças entre as escolas públicas e privadas, apareceram respostas com idéias opostas no que se diz respeito a recursos materiais e financeiros enquanto não foram abordados assuntos ligados aos conteúdos e metodologias utilizados pelos professores.

    Fica claro que há uma falsa impressão de que por ser escola pública e ter menos recursos não pode haver aula de qualidade. Via de regra o senso comum não explica outros fatores que podem influenciar na qualidade das aulas levando a efeitos opostos ao esperado: escolas privadas com muitos recursos e os professores com dificuldades em realizar seus conteúdos ou não instrumentalizá-los para a formação dos alunos.

    Os alunos complementaram as suas respostas expressando o que seria necessário para que as aulas fossem melhores, melhorando a relação professor-aluno.

    O pensamento dos alunos pode ser representado nas seguintes respostas:

    “as aulas deveriam variar mais evitando sempre repetir as mesmas coisas.” (aluno nº 06 - escola privada);

    “…mais dedicação nossa e da parte do professor também!” (aluno nº 26 - escola pública);

    Os argumentos dos alunos de ambos grupos expressam opiniões parecidas quanto a qualidade das aulas de educação física escolar, manifestando que são necessários melhores condições de ensino, a competência e o compromisso do professor e maior compromisso e participação dos alunos.



Conclusões e sugestões

    Certos de que a área de educação física escolar possui uma influência primordial no desenvolvimento dos alunos, os professores de educação física devem assumir suas responsabilidades como educadores para que possam ser mais valorizados profissionalmente.

    Embora a educação física escolar seja uma disciplina importante no aprendizado e na formação do cidadão, a disciplina ainda não é percebida pela sua relevância.

    Os dados levantados devem estimular novas reflexões sobre os pensamentos e atitudes socias voltadas para as aulas da educação física escolar, a fim de refinar as metodologias de trabalho para que os adolescentes prefiram e queiram participar das aulas de educação física nas escolas.

    O professor é um mediador, facilitador e transmissor de conhecimentos nas suas aulas. Sendo assim, é o principal responsável para transmitir e oportunizar a construção de conhecimentos aos seus alunos com um embasamento teórico para complementar a pratica. Enfatizar mais o aspecto social, motor e cognitivo do indivíduo, tornando-o um ser humano mais apto a realização das atividades do cotidiano e de sua vida pessoal, parece ser um caminho mais razoável do que a prática descontextualizada de esportes formais. Para tanto, o desenvolvimento de competências e a atualização constante do professor se faz necessário.

    Por outro lado, percebe-se que as campanhas de valorização da prática regular de atividade física, não encontra-se generalizada em todo o público escolar. O que se percebe é que as atividades corporais na escola ainda são percebidas como uma prática sem importância na formação dos alunos.

    Acredita-se que pesquisas que venham observar um número maior de indivíduos poderão aprofundar as discussões estabelecidas aqui. Pensamos que comparar as opiniões de não participantes com as expectativas de alunos que participam regularmente das aulas de educação física, pode favorecer a compreensão do fenômeno em questão.



Referências bibliográficas


    ALMEIDA, Pedro Celso. O Desinteresse pela Educação Física no Ensino Médio. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, ano 11, n 106, Mar. 2007. http://www.efdeportes.com/efd106/o-desinteresse-pela-educacao-fisica-no-ensino-medio.htm


    ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith e GEWANDSZNAJDER, Fernando. O Metódo nas Ciências Naturais e Socias – Pesquisa Quantitativa e Qualitativa. 2. ed. – SP: Editora Pioneira, 1999.

    BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Secretaria de Educação Ensino Médio Parâmetros Curriculares Nacionais. Educação Física. Brasília, 2006.

    DARIDO, Suraya Cristina e ANDRADE, Irens. Educação Física na escola: Implicações para a prática pedagógica. Rio de Janeiro – RJ: Editora Guanabara/Koogan S.A., 2005.

    LOVISOLO, H. R. Educação Física: A arte da mediação. Rio de Janeiro: Sprint, 1995.

    MARZINEK, Adriano e NETO, Alfredo F. A Motivação de adolescentes nas aulas de Educação Física. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, ano 11, n 105. Fev. 2007. http://www.efdeportes.com/efd105/motivacao-de-adolescentes-nas-aulas-de-educacao-fisica.htm

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Fonte: EFDEPORTES



 

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